Oportunidade de Estágio

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O NUROF-UFC abre uma vaga para estágio na área de Extensão Universitária (Divulgação Científica e Educação Ambiental) com ingresso em 2013.1.

Os interessados devem comparecer dia 09/04/13 (terça-feira), às 14:00 hrs no NUROF-UFC (Bloco 905) portando Histórico Acadêmico e/ou Escolar e Currículo Vitae.

I Semana da Ecologia Animal ocorre de 1º a 5 de Abril no Campus do Pici – UFC

I SEA

 

I Semana da Ecologia Animal (I SEA), é um evento idealizado por estudantes do curso de Ciências Biológicas, integrantes do GDMA (Grupo de Discussão sobre Mamíferos e Aves), da Universidade Federal do Ceará.

A I SEA tem diversos objetivos: divulgação científica e das novidades da área, troca de ideias entre profissionais e alunos, atualização de profissionais e discussão sobre medidas de conservação de espécies animais. Para isso, contaremos com a participação de profissionais renomados de diversas instituições (a nível local, regional e nacional), dentre eles Weber Girão, pesquisador cearense que se dedica a preservação de várias espécies nativas da Chapada do Araripe, dentre elas o animal-símbolo do evento, o Soldadinho-do-Araripe (Antilophia bokermanni).

Para os amantes dos répteis, fica a dica do Mini-Curso que será ofertado: Ecologia de Serpentes e Lagartos (Squamata) da Caatinga. Ministrante: Daniel Passos (Mestrando em Ecologia e Evolução – UERJ).

Fonte: http://macaati.blogspot.com.br/

Notícia: Expedição à Amazônia peruana encontra novas espécies de lagartos

Animais foram encontrados próximos à bacia do Rio Huallaga.
Répteis foram descritos no periódico científico ‘Zookeys’

Cientistas descobriram em uma região da Amazônia peruana duas novas espécies de lagartos. Eles vivem em uma área quase inexplorada, próxima à bacia do Rio Huallaga. Os répteis foram descritos em um estudo científico publicado no periódico “Zookeys” da última semana.

De acordo com os pesquisadores, os lagartos pertencem ao gênero Enyalioides. Apenas dez espécies deste gênero foram descritas nas Américas do Sul e Central, sendo que nove delas foram achadas no Peru, de acordo com os pesquisadores.

Dois exemplares, um macho e uma fêmea, da espécie Enyalioides azulae. (Foto: Reprodução/Zookeys)

Dois exemplares, um macho e uma fêmea, da espécie Enyalioides azulae. Foto: Reprodução/Zookeys.

Os dois novos lagartos foram vistos durante expedições recentes feitas em áreas pouco exploradas da Amazônia, mais precisamente no Parque Nacional Cordilheira Azul.

As espécies foram batizadas de Enyalioides azulae, para lembrar que ele foi encontrado na Cordilheira Azul  e Enyalioides binzayedi, em homenagem ao xeque Mohamed Bin Zayed Al Nahyan, dos Emirados Árabes Unidos, um dos financiadores da expedição.

Exemplar da espécie Enyalioides binzayedi, um dos lagartos encontrados na Amazônia peruana (Foto: Reprodução/Zookeys)

Exemplar da espécie Enyalioides binzayedi, um dos lagartos encontrados na Amazônia peruana. Foto: Reprodução/Zookeys

O Parque Nacional Cordilheira Azul abrange áreas de várzea da floresta amazônica e também florestas em montanhas. A biodiversidade local é considerada rica. Em 2002, por exemplo, cientistas encontraram 58 novos anfíbios e 26 répteis.

 

Fonte: http://g1.globo.com

A maior lagartixa das Caatingas, Phyllopezus periosus

Nós já apresentamos ao caro leitor, em contribuições anteriores, várias curiosidades sobre as lagartixas (relembre em: A bribinha da Caatinga), inclusive citando algumas informações sobre a “Briba” Phyllopezus periosus (veja em: As lagartixas e suas peculiaridades), espécie que iremos conhecer em mais detalhes nesta postagem.

Phyllopezus periosus (jovem)

Figura 01. Indivíduo jovem de Phyllopezus periosus. Fotografia de Daniel Passos.

Esta lagartixa é endêmica da Caatinga, ocorrendo em remanescentes de vegetação pouco impactada (áreas relictuais) no Nordeste do Brasil, com distribuição abrangendo os estados de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte (Rodrigues, 1986; Freire et al., 2000; Rodrigues, 2003; Roberto & Brito, 2004).

Phyllopezus periosus

Figura 02. Indivíduo adulto de Phyllopezus periosus. Fotografia de Daniel Passos.

Embora esta espécie tenha sido descrita há mais de 25 anos (Rodrigues, 1986), somente nos últimos anos foram descobertas informações detalhadas sobre a biologia de Phyllopezus periosus (Figura 1 e 2). Em 2011, a equipe do NUROF-UFC registrou a ocorrência de desovas comunais para a espécie, contribuindo para o conhecimento de suas estratégias reprodutivas (Lima et al., 2011). Mais recentemente, outra pesquisa ecológica revelou que estes lagartos são estritamente noturnos, iniciando suas atividades logo após o anoitecer e permanecendo ativos até quase o nascer do sol (Passos et al., 2013). Quanto ao uso do habitat, foi descoberto que a espécie pode ser encontrada predominantemente em substratos rochosos, principalmente na superfície e em fendas de afloramentos de rocha, localmente denominados “lajedos”. Além disso, esta pesquisa demonstrou que Phyllopezus periosus, é tão grande quanto o geco amazônico Thecadactylus rapicauda. Portanto, ambas as espécies constituem as duas maiores lagartixas conhecidas até o momento no Brasil, podendo alcançar cerca de 25 cm de comprimento total.

Por: Daniel Passos, membro do NUROF-UFC

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FREIRE, E. M. X.; R. N. FEIO & POMBAL JR. J. P. 2000. Phyllopezus periosus. Geographical distribution. Herpetological Review, 31: 54.

LIMA, D. C.; PASSOS, D. C. & BORGES-NOJOSA, D. M. 2011. Communal nests of Phyllopezus periosus, an endemic gecko of the Caatinga of northeastern Brazil.  Salamandra, 47: 227-228.

PASSOS, D. C.; ZANCHI, D. & ROCHA, C. F. D. 2013. Basking in shadows and climbing in the darkness: microhabitat use, daily activity and thermal ecology of the gecko Phyllopezus periosus Rodrigues, 1986. Herpetozoa, 25: 171-174.

ROBERTO, I. J. & BRITO P. T. P. 2004. Phyllopezus periosus. Geographical distribution. Herpetological Review, 35: 409.

RODRIGUES, M. T. 1986. Uma nova espécie do gênero Phyllopezus de Cabaceiras, Paraíba, Brasil, com comentários sobre a fauna de lagartos da área. Papéis Avulsos de Zoologia, 36: 237–250.

RODRIGUES, M. T. 2003. Herpetofauna da Caatinga, pp. 181–236. In: Leal, I. R.; Tabarelli, M. & Silva J. M. C. (eds.). Ecologia e Conservação da Caatinga. Recife, Universidade Federal de Pernambuco.

Parece, mas não é: Tuatara

Antes de conhecermos o personagem principal deste “Parece, mas não é”, eu gostaria de convidar o caro leitor a observar atentamente a imagem abaixo (Figura 1). Que animal é esse? Em que grupo podemos incluí-lo? Quais seus “parentes” (grupos biológicos) próximos?

tuatara 2

Figura 1. Tuatara adulta (Sphenodon punctatus). Fotografia de Cristiano Nogueira.

É provável que muitos leitores do blog do NUROF-UFC tenham pensado: “ora Daniel . . . é um lagarto, um réptil escamado, “parente” das serpentes!”. No entanto, eu informo a vocês que o animal em questão não se trata de um lagarto, pelo menos não da forma como costumamos caracterizá-los e reconhecê-los. Esta confusão é bem comum entre a população em geral, tendo em vista a imensa semelhança destes animais com os lagartos “verdadeiros”. Entretanto, os cientistas especialistas em répteis classificam esta criatura em um grupo distinto, os Sphenodontia.

Na verdade, este réptil lacertiforme que pode atingir  60 cm de comprimento é denominado Tuatara. Este nome é proveniente da língua indígena dos povos Maori e significa “espinhos nas costas”. De forma geral, estes animais têm aparência muito similar aos lagartos iguanídeos, compartilhando várias características morfológicas com os demais répteis lepidossauros (Lepidosauria), que agrupam os lagartos, as anfisbenas, as serpentes, além das próprias tuataras. Como exemplo, estes animais se assemelham pela presença da fenda cloacal transversal e a capacidade de trocar a camada externa da epiderme por inteiro periodicamente (ecdise).

Apesar das similaridades, diversas características permitem distinguir as Tuataras dos lagartos. Morfologicamente, as Tuataras são destituídas de ouvidos externos (Figura 2), bem como de órgãos copuladores. Além disso, o crânio destes animais apresenta várias particularidades como o tipo de dentição (acrodonte), o número de fileiras de dentes (duas na maxila superior) e a forma da fenestra temporal inferior (completamente delimitada). Ecologicamente, as Tuataras são tipicamente noturnas, apresentando temperaturas corpóreas relativamente baixas (entre 12 e 16 ºC) quando comparadas a outros répteis. Estes animais se alimentam principalmente de insetos e outros artrópodes, embora possam ocasionalmente consumir lagartos, aves e até outras Tuataras jovens. A reprodução das Tuataras também difere grandemente dos padrões encontrados nos demais répteis escamados. As fêmeas põem de 8 a 15 ovos em cada evento reprodutivo, o período de incubação dos ovos dura cerca de 15 meses e, além disso, as Tuataras levam mais de 10 anos para atingir sua maturidade sexual.

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Figura 2. Cabeça de um Tuatara (Sphenodon punctatus). Fotografia de Cristiano Nogueira.

Atualmente existem apenas duas espécies de Tuataras, Sphenodon punctatus (Gray, 1842) e Sphenodon guntheri (Buller, 1877). Ambas as espécies são endêmicas da Nova Zelândia, ocorrendo nos costões rochosos das ilhas costeiras ao norte do país. As Tuataras são legalmente protegidas desde 1895 e, embora S. punctatus ocorra em várias ilhas, S. guntheri ocorre em somente uma, demonstrando a relativa importância da conservação destas espécies.

Por: Daniel Passos, membro do NUROF-UFC

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

HUTCHINS, M.; MURPHY, J. B. & SCHLAGER, N. 2003. Reptiles. In: Grzimek’s Animal Life Encyclopedia. Thomsom Gale, Farmington Hills.

POUGH, H. F.; JANIS, C. M. & HEISER, J. B. 2008. A vida dos vertebrados. 4ª ed. São Paulo: Atheneu.

ZUG, G. R.; VITT, L. J. & CALDWELL, J. P. 2001. Herpetology: An introductory biology of amphibians and reptiles. 2nd ed. California: Academic Press.

Clipagem: O atendimento de animais silvestres em clínicas de pequenos animais

Com a crescente verticalização das moradias, é cada vez mais comum à criação de animais não convencionais nos lares, por estes ocuparem menor espaço, serem de fácil manejo e manutenção. Ainda, desde os tempos mais remotos, os animais silvestres sempre tiveram presentes nas casas, impulsionados pelo crescente número de criatórios registrados no IBAMA.

Com isso, é cada vez mais frequente a presença destes na clínica de pequenos animais e o clínico deve estar preparado para fornecer as corretas orientações de manejo, ambiente de criação, nutrição, biologia aplicada, entre outros; assim como saber como abordar, conter, examinar, tratar e manter internado este paciente tão diferente dos animais domésticos convencionais. O correto conhecimento dos tópicos apresentados é crucial para o sucesso do profissional que pretende oferecer a seus clientes um serviço pleno na clínica de pequenos animais.

A criação de animais não convencionais e silvestres tem se tornado uma prática comum nos lares. O que eleva a demanda de atendimento especializado para estes animais.

O animal silvestre é diferente de um cachorro e de um gato. Ele se estressa mais fácil, às vezes é difícil de segurar e ainda por cima pode bicar e morder.

A anatomia e fisiologia únicas dos répteis, aves e mamíferos silvestres, tornam os procedimentos cirúrgicos nestes animais bastante diferentes daqueles empregados em cães e gatos.

A abordagem cirúrgica requer equipamentos especiais de acesso e acompanhamento do paciente no transoperatório, como anestesia inalatória, monitores cardíacos, oxímetro de pulso, Doppler vascular, bomba de infusão e em alguns casos deve-se valer de serras cirúrgicas específicas para cascos e bicos.

As clínicas que atendem animais silvestres devem valer do maior número de métodos diagnósticos para descobrir as afecções que acometem aves, répteis e pequenos mamíferos, pois, muitas delas apenas podem ser descobertas com o uso de raios-X. Os posicionamentos radiográficos não são os mesmos adotados em cães e gatos e algumas vezes é preciso anestesiar os animais. E o profissional que vai prestar o atendimento precisa ser capacitado para poder lidar com as principais situações ocorridas na clínica de pequenos animais.

Leia também: Meu bichinho de estimação é silvestre

Fonte: CPT Cursos Presenciais

Adaptação: Revista Veterinária

Disponível em:  RevistaVeterinaria.com.br

Notícia: Nova espécie de lagarto africano tem pele sem pigmentação

Animal adaptado à vida subterrânea é da Ilha de Madagascar.
Seu nome científico faz referência à baleia Moby Dick.

O Centro Nacional de Pesquisa Científica, da França, divulgou uma imagem de uma nova espécie de lagarto fossorial – adaptado à vida subterrânea – da Ilha de Madagascar, na África. A espécie foi batizada de Sirenoscincus mobydick.

Cientistas encontram nova espécie de lagarto fossorial em Madagascar (Foto: AFP/ CNRS)

Imagem mostra nova espécie de lagarto que vive em Madagascar, na África (Foto: AFP/ CNRS)

O nome faz referência a Moby Dick, a famosa baleia cachalote albina imaginada pelo escritor americano Herman Melville, com quem a nova espécie divide várias características, como a falta de membros posteriores, a presença de nadadeiras como membros anteriores, olhos muito reduzidos, e a completa ausência de pigmentação.

Fonte: G1.globo.com

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