Se vocês notarem bem… as flautas indianas utilizadas para tal atividade possuem um recipiente cilindrico no instrumento. Nesse recipiente, os flautistas colocam urina de rato.
A serpente ali acondicionada (geralmente Naja spp.) é geralmente uma serpente com pouco tempo de cativeiro, ainda não condicionada ao truque e, por muitas vezes, possui a boca costurada ou as proteróglifas arrancadas. Ao abrir a caixa e soprar a flauta, a serpente persegue os movimentos da flauta de acordo com o olfato.
Porém, há um outro detalhe interessante. Como nós sabemos, as serpentes possuem um ossículo denominado columela no crânio, que detecta vibrações físicas, como passos, pancadas e afins. Observem que o flautista geralmente bate com os pés no chão enquanto movimenta a flauta. Essas batidas fazem com que a columela da serpente vibre, fazendo então com que ela mude de posição ritmicamente… dando a idéia de que ela está dançando.
A triste realidade é que, além da intervenção de retirada de dentes o costura da boca, é necessária uma troca constante de indivíduos, que, após ficarem condicionados, são geralmente sacrificados.Sabe-se também que os "encantadores" , não alimentam as serpentes, ou seja a diversão não tem muita graça.
Resposta por Hugo & Déborah
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