Os anfíbios armazenam veneno em glândulas volumosas espalhadas por toda a pele. Ao sofrerem tentativa de predação, a pressão feita nas glândulas leva a liberação de uma substância tóxica “branco leitosa”, vulgarmente chamada de “leite”. Tais substâncias podem causar apenas um gosto desagradável ou mesmo o envenenamento propriamente dito, constituindo um mecanismo de defesa contra a ameaça de predadores.
Esse “leite” pode ser encontrado em boa parte das espécies de anuros, e não apenas em sapos (Família Bufonidae) e jias ou rãs (Família Leptodactylidae). Há também registros de venenos leitosos nas Famílias Leiuperidae e Hylidae, em alguns casos constituindo substâncias bastante grudentas que não saem fácil com água.
Até agora sabe-se apenas do sapo amazônico Rhaebo guttatus que foge a esta regra, e tem a capacidade de lançar ativamente o veneno de suas glândulas na forma de jatos.
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