I Semana da Ecologia Animal ocorre de 1º a 5 de Abril no Campus do Pici – UFC

I SEA

 

I Semana da Ecologia Animal (I SEA), é um evento idealizado por estudantes do curso de Ciências Biológicas, integrantes do GDMA (Grupo de Discussão sobre Mamíferos e Aves), da Universidade Federal do Ceará.

A I SEA tem diversos objetivos: divulgação científica e das novidades da área, troca de ideias entre profissionais e alunos, atualização de profissionais e discussão sobre medidas de conservação de espécies animais. Para isso, contaremos com a participação de profissionais renomados de diversas instituições (a nível local, regional e nacional), dentre eles Weber Girão, pesquisador cearense que se dedica a preservação de várias espécies nativas da Chapada do Araripe, dentre elas o animal-símbolo do evento, o Soldadinho-do-Araripe (Antilophia bokermanni).

Para os amantes dos répteis, fica a dica do Mini-Curso que será ofertado: Ecologia de Serpentes e Lagartos (Squamata) da Caatinga. Ministrante: Daniel Passos (Mestrando em Ecologia e Evolução – UERJ).

Fonte: http://macaati.blogspot.com.br/

Notícia: Expedição à Amazônia peruana encontra novas espécies de lagartos

Animais foram encontrados próximos à bacia do Rio Huallaga.
Répteis foram descritos no periódico científico ‘Zookeys’

Cientistas descobriram em uma região da Amazônia peruana duas novas espécies de lagartos. Eles vivem em uma área quase inexplorada, próxima à bacia do Rio Huallaga. Os répteis foram descritos em um estudo científico publicado no periódico “Zookeys” da última semana.

De acordo com os pesquisadores, os lagartos pertencem ao gênero Enyalioides. Apenas dez espécies deste gênero foram descritas nas Américas do Sul e Central, sendo que nove delas foram achadas no Peru, de acordo com os pesquisadores.

Dois exemplares, um macho e uma fêmea, da espécie Enyalioides azulae. (Foto: Reprodução/Zookeys)

Dois exemplares, um macho e uma fêmea, da espécie Enyalioides azulae. Foto: Reprodução/Zookeys.

Os dois novos lagartos foram vistos durante expedições recentes feitas em áreas pouco exploradas da Amazônia, mais precisamente no Parque Nacional Cordilheira Azul.

As espécies foram batizadas de Enyalioides azulae, para lembrar que ele foi encontrado na Cordilheira Azul  e Enyalioides binzayedi, em homenagem ao xeque Mohamed Bin Zayed Al Nahyan, dos Emirados Árabes Unidos, um dos financiadores da expedição.

Exemplar da espécie Enyalioides binzayedi, um dos lagartos encontrados na Amazônia peruana (Foto: Reprodução/Zookeys)

Exemplar da espécie Enyalioides binzayedi, um dos lagartos encontrados na Amazônia peruana. Foto: Reprodução/Zookeys

O Parque Nacional Cordilheira Azul abrange áreas de várzea da floresta amazônica e também florestas em montanhas. A biodiversidade local é considerada rica. Em 2002, por exemplo, cientistas encontraram 58 novos anfíbios e 26 répteis.

 

Fonte: http://g1.globo.com

Os números de 2012

Se 2012 foi um ano muito bom para os herpetólogos de plantão, aguardem por textos, curiosidades e discussões ainda melhores em 2013! Ótimo 2013 para todos nós e para toda a herpetologia! Lá vamos nós!

Aqui está um excerto:

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Clique aqui para ver o relatório completo

Notícia: Conheça o encantador de serpentes da USP

José Manuel Lourenço

A fala mansa com um falso sotaque mineiro e o jeito tranquilo do biólogo Luiz Henrique Pedrosa, natural de Mococa, nem de longe antecipam o que faz para ganhar a vida. Há 27 anos na Faculdade de Medicina de Ribeirão da Universidade de São Paulo, ele é o responsável pelo serpentário da USP.

Biólogo Luiz Henrique cuida do serpentário da USP à 27 anos Foto: Matheus Urenha- A Cidade

Trabalha diariamente com cerca de 250 cobras, sobretudo cascavéis e jararacas, répteis cujas picadas podem causar a morte de forma extremamente dolorosa. Tem com elas uma relação de carinho e respeito que a maioria das pessoas nem de longe deseja ou sonha ter. É um encantador de serpentes dos tempos modernos, mas também o provedor de uma matéria-prima vital para pesquisas na área da Toxicologia.

Nas três décadas dessa estranha e perigosa convivência, ele garante ter sido picado somente uma vez. Mesmo assim, fora do serviço. “Estava em casa quando apareceu uma pessoa com um saco e uma jararaca dentro. Quando fui pegá-la, a boca do saco estava meio solta e ela me picou”, conta. Sobreviveu, mas ficou quatro dias no hospital.

Apesar do susto, não ficaram maiores sequelas do ocorrido. Pelo contrário. “Não trocaria este emprego por nada. Sou completamente apaixonado por cobras”, revela.

A paixão por um dos animais mais temidos e odiados pelos seres humanos começou cedo, aos oito anos, quando já levava para casa cobras para exames mais detalhados. Quase sempre levava os pais à loucura e entre um e outro puxão de orelhas, a ligação com os répteis permaneceu. “Acho que esse foi o principal motivo que me fez ir para a Biologia”, conta.

Pesquisa
O outro é menos pessoal, mas igualmente importante. A principal atividade do serpentário da USP é coletar o veneno das quase três centenas de exemplares, que depois será utilizado nas várias áreas de pesquisa da universidade.

O local de trabalho de Luiz Henrique é uma casa localizada no Biotério. O serpentário fica numa sala com quinze metros de comprimento por dois de largura, com telas em todas as janelas e somente uma saída. A temperatura interna fica entre 27 e 28º C.

Caixas numeradas abrigam as serpentes. Uma das ocupantes da caixa 131 foi a que picou Luiz Henrique. As moradoras do serpentário são alimentadas a cada 15 dias, geralmente com pequenos ratos. As coletas são feitas a cada cinco semanas e a quantidade de veneno obtida depende do tamanho do animal e da espécie. Em média, as cascavéis produzem cerca de 20 miligramas por extração e as jararacas em torno de 50 miligramas. Os venenos são coletados em placas de Petri e depois secos sob vácuo, podendo assim ser estocados em geladeira por vários anos sem perder suas propriedades.

Longevidade
As cobras têm longevidade de cerca de 30 anos, o que significa que muitas delas passaram a vida ao lado de Luiz Henrique. Será que elas já o reconhecem? “Não posso dizer que sabem que eu sou, mas pode ser que elas já reconheçam o cheiro, o timbre da voz. O que eu sei é que elas ficam mais dóceis quando chego”, conta.
Dóceis, com certeza, é um adjetivo que pouca gente poderia associar a uma cobra. “É verdade, são animais dóceis, mas com os quais devemos ter muita atenção. Afinal, um acidente com elas pode ser o último das nossas vidas”, complementa.

Nesses 30 anos de convivência diária com as cobras, uma foi especial. “Havia uma jararacuçu da qual gostava muito. Ela acabou morrendo de velhice. Foi muito triste”, revela. Definitivamente, Luiz Henrique Pedrosa não é uma pessoa normal. Ou é? “Pensando bem, acho que não. Mas gosto muito do que faço, sobretudo por ver que o meu trabalho aqui pode ajudar a salvar muitas vidas”, completa.

Veneno da jararaca salva hipertensos
Uma das pesquisas brasileiras mais conhecidas envolvendo o uso de veneno de cobra foi feita na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo e culminou com a criação de um remédio que fatura cerca de US$ 5 bilhões/ano e atende a milhões de hipertensos.

O remédio chama-se Captropil e foi desenvolvido entre o final da década de 1960 e a de 1970 pelo pesquisador Sérgio Henrique Ferreira, hoje aposentado da USP.  As pesquisas lideradas por ele envolveram o veneno de jararaca.

O pesquisador descobriu e isolou toxinas encontradas no veneno – chamadas peptídeos potenciadores de bradicina (BPP) -, que causavam hipotensão. Posteriormente, Ferreira e o pesquisador inglês John Vane (vencedor do Prêmio Nobel de Medicina) conseguiram criar um protótipo molecular das BPPs, que foi cedido a um laboratório norte-americano em troca do financiamento de novas pesquisas.

As cobras do serpentário da USP são usadas exatamente no desenvolvimento de estudos sobre os tipos de veneno que produzem e suas possíveis aplicações em novos fármacos.

Fonte: Jornal A Cidade

Notícia: Estudo mostra que mercúrio tem afetado as tartarugas da Amazônia

No Rio Tapajós metal foi usado em garimpo e há reservatório natural.
Fêmeas contaminadas colocam ovos em áreas rasas da praia.

Mercúrio estaria afetando tartarugas do Rio Tapajós no Pará (Foto: Ary Souza/ O Liberal)

Mercúrio estaria afetando tartarugas do Rio Tapajós no Pará (Foto: Ary Souza/ O Liberal)

Uma pesquisa apresentada pela UniversidadeFederal do Oeste do Pará (Ufopa), em Santarém, mostra como a contaminação pelo mercúrio no Rio Tapajós está influenciando as tartarugas da Amazônia que nascem no tabuleiro de Monte Cristo, um dos mais importantes para a reprodução da espécie em solo paraense.

Os dados revelam que a presença de taxas de mercúrio nos ovos da tartaruga marinha tem contribuído para a produção de ovos menores e mais leves, o que pode prejudicar a espécie. Outra conclusão do estudo é de que o mercúrio também está relacionado a desovas em áreas mais rasas da praia, o que também diminuiria a taxa de sucesso reprodutiva da tartaruga.

“Estima-se que são necessários cerca de mil ovos para que um deles supere todas as ameaças e alcance a maturidade sexual para que chegue a reprodução. Esta situação é mais dramática, pois além das pressões antrópicas, as ninhadas em seu desenvolvimento devem ainda suportar as limitações que são impostas pela natureza tais como as inundações naturais das praias”, diz José Carvalho, mestre em recursos naturais da Amazônia.

No Tapajós, mercúrio é elemento natural, mas também foi usado em garimpo
A tartaruga da Amazônia é uma das 15 espécies que vivem nas águas doces da região. Ela é o maior quelônio que vive em áreas fluviais na América do Sul e atinge até um metro de comprimento e cerca de 90 quilos. A Bacia do Rio Tapajós abriga a maior aglomeração da espécie no Pará. Porém, na região, além da presença de um reservatório natural de mercúrio, o uso desta substância foi intenso nas décadas de 70 e 80 para ajudar na extração de ouro.

“Devido ao uso indiscriminado de mercúrio durante a corrida do ouro, a maioria dos pesquisadores atribuiu os elevados níveis de mercúrio encontrados à atividade garimpeira. Porém no vale do Rio Tapajós, existe um grande reservatório de mercúrio natural, o que corrobora a ideia de que a garimpagem por si só não explica os estoques de mercúrio encontrados nos solos”, diz Josué Carvalho.

Veja a notícia completa acessando: http://g1.globo.com

Notícia: Cientistas identificam vírus que causa comportamento bizarro em cobras

Jiboias e pítons aparentam estar bêbadas e podem dar nó no próprio corpo.
Doença do Corpúsculo de Inclusão Viral costuma ser mortal para animais.

Cientistas dos Estados Unidos identificaram o vírus responsável por uma doença grave em serpentes, conhecida como Doença do Corpúsculo de Inclusão Viral (IBD, na tradução da sigla do inglês). A contaminação costuma causar comportamento bizarro e até a morte nestes animais.

As cobras infectadas com o vírus parecem estar bêbadas, ficam encarando o vazio e chegam a dar nós no próprio corpo, entre outros sintomas. Os pesquisadores da Universidade da Califórnia estudavam um surto de IBD em um aquário na cidade de São Francisco, quando se depararam com a causa do mal.

Jiboia (Boa constrictor), serpente da família Boidae. Foto: Luan Pinheiro

O vírus afeta mais as jiboias e similares da família Boidae e as pítons, dizem os cientistas. O estudo foi publicado na edição desta terça-feira (14) do site “mBio”, publicação da Sociedade Americana para a Microbiologia.

A descoberta representa uma classe totalmente nova de arenavírus, dizem os pesquisadores. Para encontrar a origem da doença, pesquisadores extraíram DNA da pele de cobras afetadas pela doença e usaram técnicas para fazer o sequenciamento do genoma dos animais.

Em praticamente todo o DNA dos exemplares de cobras havia sequências que combinavam com o arenavírus. A partir deste achado, os cientistas puderam isolar o vírus usando pele de cobra manipulada em laboratório.

Cura
A descoberta é o primeiro passo para o desenvolvimento de vacinas e tratamentos para a doença, de acordo com os cientistas.

Michael Buchmeier, professor de doenças infecciosas da Universidade da Califórnia e um dos responsáveis pela pesquisa, classificou a descoberta de “uma das coisas mais excitantes que aconteceram na virologia em um longo tempo”.

Buchmeier diz que até agora os microorganismos da família dos arenavírus só haviam sido identificados em mamíferos. Encontrá-los em cobras foi uma surpresa, afirma o pesquisador.

Fonte:  g1.globo.com

Entrevista com o NUROF-UFC: Elas são do bem

Quem vê cobra não vê importância. O senso comum coloca jiboia, cascavel, jararaca e quase todo bicho que rasteja no mesmo balaio do mal. Em contrapartida, pesquisas científicas comprovam que 14% das 375 espécies de serpentes encontradas no Brasil são peçonhentas.

Estudos – como os desenvolvidos, desde 1987, pelo Núcleo Regional de Ofiologia da Universidade Federal do Ceará (Nurof-UFC) – separam mal e bem. “A maioria das cobras são predadoras de animais que fariam mais mal a gente, como ratos, baratas, morcegos. Elas controlam as populações desses bichos”, informa o biólogo Daniel Cassiano Lima, professor da Universidade Estadual do Ceará e pesquisador no Nurof-UFC.

“E algumas possuem propriedades farmacológicas. O veneno é capaz de curar doenças como pressão alta”, completa. Daniel se refere ao captopril (ou capoten – nome comercial), remédio obtido com o veneno da jararaca.

As cobras estão mais próximas do que nos damos conta. “São animais com ampla distribuição, ocorrem em vários tipos de bioma e têm menos exigência quanto à parte ambiental. Conseguem sobreviver em locais com área reduzida de mata original e que foram modificadas”, sublinha a bióloga Diva Maria Borges-Nojosa, coordenadora do Nurof-UFC.

“Convivemos com elas e muita gente não sabe. Por exemplo, nos bairros que ainda têm muita vegetação. Na maioria, são serpentes que não trazem grandes problemas”, dialoga Daniel Cassiano, citando as populares jiboia, cobra-de-veado, corre-campo e cobra-verde como as corriqueiras na fauna urbana (onde o meio ambiente mais sofreu alterações pela urbanização) da Capital.

“Dentro de Fortaleza, quase não temos registro de bicho peçonhento. Temos a coral-verdadeira (já encontrada na região do atual aeroporto). Cascavel, jararaca, ninguém escuta mais falar. Isso mostra que têm limitação ecológica; à medida que o homem vai chegando, elas vão sumindo”, observa Diva Nojosa.

Doutores da universidade reconhecem que falta saber além. Não há, por exemplo, catalogação desses bichos entocados no Parque do Cocó. Mas, alegam, a falta de segurança limita os passos de pesquisadores pela floresta.

Esta entrevista se deu na sala do Nurof-UFC, enquanto Diva Nojosa identificava cobras, lagartos e sapos encantados pela fotografia do jornalista Demitri Túlio. E, admirando as adaptações que os animais realizam em si para viver, a professora diz sobre evolução, ensina sobre conhecer e respeitar. “Nosso trabalho gira em torno da conservação. Tudo o que fazemos – pesquisa, blog, palestra, artigo – é para sensibilizar as pessoas para que queiram conservar a fauna”, conclui Diva, convidando a se aproximar.

SORO

O Ceará não produz soro antiofídico. Apenas três instituições brasileiras – em São Paulo, Minas Gerais e no Rio de Janeiro – concentram essa produção e a distribuem para todo o País.

SERVIÇO

O Nurof-UFC

disponibiliza informações pelos vários cantos do mundo virtual. De blog a redes sociais. Para começar: www.nurof.ufc.br

FONTE: O Povo online

Notícia: Cientistas estudam mecanismo que faz as lagartixas grudarem na parede

Adesivo no dedo dos répteis permite fixação em superfícies verticais.
Força que prende os animais diminui quando as patas ficam molhadas.

Uma pesquisa feita pela Universidade de Akron, no estado americano de Ohio, analisa a estrutura adesiva nos dedos das lagartixas que permite que elas se fixem às superfícies verticais por onde passam, como árvores e paredes. Os resultados estão publicados na atual edição da revista “Journal of Experimental Biology”.

Os cientistas avaliaram como esses répteis se comportam em lugares secos e úmidos, e como se esforçam para se manter presos quando o local está molhado.

A equipe, formada pelos pesquisadores Alyssa Stark, Timothy Sullivan e Peter Niewiarowski, queria saber como os animais da espécie Tokay (Gekko gecko) se comportam em seu habitat natural, ou seja, em florestas tropicais, onde costuma chover muito.

Lagartixa tem adesivo nas patas que as faz grudar (Foto: Edward Ramirez/Journal of Experimental Biology)

Em ambientes secos, por exemplo, as lagartixas são capazes de aguentar uma força de até 20 vezes o próprio peso, mas, quando as patas se encharcam – após 90 minutos, no caso dos testes realizados –, os indivíduos se desprenderam após uma força quase igual ao próprio peso.

Isso indica que esses animais podem caminhar por superfícies molhadas, mesmo que seus pezinhos estejam razoavelmente secos. No entanto, assim que as patas se molham, os répteis mal conseguem se segurar, pois os dedos deles são hidrofóbicos, ou seja, repelem a água.

De acordo com os autores, a estrutura de aderência na sola das patas das lagartixas contém pelos microscópicos, que são atraídos pelo solo por meio de uma interação entre moléculas chamada “força de van der Waals”.

Esse mecanismo de fixação altamente desenvolvido permite, por exemplo, que os répteis não escorreguem nem caiam da copa das árvores, por exemplo. Mas, no caso de um vidro vertical, liso e molhado, eles têm mais dificuldade de controlar o adesivo e, após alguns passos, acabam se desgrudando.

Os cientistas agora estão ansiosos para entender quanto tempo as lagartixas levam para se recuperar desse “encharcamento” e voltar à capacidade total da cola sob as patas.

FONTE:
G1 Natureza

Notícia: Extinção de dinossauros foi súbita, reforça novo estudo

Análise de fósseis do período Cretáceo indica que saurópodes mantiveram sua diversidade até a extinção

Extinção de dinossauros foi súbita, mostra pesquisa com saurópodes Foto: (Corey Ford/Getty Images/Hermera), disponível em: http://migre.me/a73ny

A análise de fósseis de dinossauros encontrados nas montanhas dos Pirineus, na fronteira entre França e Espanha, reforça a hipótese de que a extinção destes animais foi repentina e ocorreu, provavelmente, como consequência do impacto de um asteroide sobre a Terra. O estudo foi publicado na revista científica Paleo 3.

A pesquisa foi feita em fósseis do fêmur de saurópodes, dinossauros herbívoros de cauda e pescoço longos, que andavam sobre as quatro patas. Na época da extinção – no fim do período Cretáceo, há 65 milhões de anos –, a região dos Pirineus fazia parte da chamada Ilha Ibero-Armoricana, um antigo arquipélago que existiu no sul da Europa.

O resultado da análise desses fósseis mostra que esses saurópodes mantiveram sua diversidade até a extinção, o que indica que ela ocorreu de forma repentina e não gradual.

Fóssil do Cretáceo – O estudo foi feito por especialistas espanhóis da Universidade de Zaragoza e da Universidade Autônoma de Barcelona, junto com cientistas franceses e italianos.

Segundo eles, essa é a análise mais exaustiva já feita em fósseis do período Cretáceo porque há poucos lugares no mundo com um registro fóssil de dinossauros que coincide com esta época.

A maior parte da informação registrada até agora se baseava no abundante e bem conhecido registro fóssil de dinossauros do oeste da América do Norte, enquanto o que tinha acontecido no resto do planeta era bastante desconhecido.

Fonte: veja.abril.com.br

Nota: A Equipe do Blog do Nurof-UFC modificou o ”subtítulo”  original da notícia com intuito de torná-lo mais claro e informativo.

Notícia: PETA quer que encantadores de serpentes usem répteis falsos

ONG denunciou que as serpentes costumam ser maltratadas no Naag Panchami, festival hindu em homenagem à espécie que é celebrado em vários pontos do país

Naja indiana (Naja naja). Foto: Kamalnv via Wikimedia Commons.

Nova Délhi – A organização internacional protetora de animais PETA pediu nesta sexta-feira aos encantadores de serpentes da Índia que utilizem répteis de mentira em suas atuações em um festival que começará na semana que vem.

Em comunicado, a ONG denunciou que as serpentes costumam ser maltratadas no Naag Panchami, festival hindu em homenagem à espécie que é celebrado em vários pontos do país.

”Não há lugar em uma sociedade civilizada para se arrancar os dentes das serpentes ou costurar suas bocas”, criticou o coordenador da PETA na Índia, Chani Singh (Leia: Por quê as serpentes sobem quando tocam flautas?).

Segundo a organização, os encantadores também obrigam frequentemente os répteis a beber leite, o que provoca desidratação e às vezes leva a morte dos animais semanas depois. Além disso, as glândulas que carregam o veneno da serpente são perfuradas com uma agulha quente.

A PETA fez um pedido para a instituição que representa os encantadores na Índia para que sejam utilizados répteis falsos. ”Nós não caçamos serpentes nem organizamos o festival. Somos contra da crueldade”, disse à Agência Efe o porta-voz da instituição, Sandeep Mukherjee.

Leia a notícia completa acessando: exame.abril.com.br

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