Informação COVID-19

Banner Curso Veterinária

Atendendo a inúmeros pedidos, lançamos a nova turma do curso Manejo e Saúde de Serpentes em Cativeiro!

Acompanhem a divulgação porque dessa vez teremos sorteios de bolsas! Em breve mais informações.

40 anos do Projeto Tamar

Por volta de quatro décadas atrás, o Brasil sofria pressões internacionais exigindo uma posição em relação às tartarugas marinhas, animais ameaçados de extinção em todo o mundo e, como resposta, em 1979 surgiu a ideia de criação do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas e da Biodiversidade Marinha do Leste, também conhecido como Projeto Tamar (BAPTISTOTTE, 1994.). Ainda segundo Baptistotte (1994), naquele período não havia informações sobre a abundância, a biologia e quais espécies estavam presentes na costa do país.

1
Figura 1:
Site do Projeto Tamar. Fonte: Print screen do site do Projeto Tamar, 2019.

Em 2020, o projeto completa 40 anos de existência com 40 milhões de tartarugas marinhas soltas e para comemorar esse trabalho tão incrível e importante para a biodiversidade brasileira, vamos conhecer um pouco mais sobre sua história.

Um grupo de estudantes da Faculdade de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) organizava expedições à praias desertas e distantes para explorar e realizar pesquisas dirigidas no litoral brasileiro e nas ilhas oceânicas com o apoio do Museu Oceanográfico do Rio Grande (TAMAR, 2019). A partir disso, se dava o primeiro passo para o Projeto Tamar que teve seu início realmente em 1980, tendo a Petrobras como sua patrocinadora oficial através do Programa Petrobras Socioambiental (TAMAR, 2019).

Sua sede é localizada em Vitória, Espírito Santo, sendo um dos centros de pesquisas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Serve de modelo para outros países por ser uma das mais bem sucedidas experiências de conservação marinho-costeiro, principalmente por seu trabalho socioambiental que permite a participação direta das comunidades, tendo reconhecimento nacional e internacional (TAMAR, 2019).

O projeto protege aproximadamente 1100 kms de praias com o auxílio de 19 bases presentes em áreas de desova e alimentação desses quelônios, tanto no litoral quanto nas ilhas oceânicas, em nove estados do país: Bahia, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina (TAMAR, 2019).  Segundo Baptistotte (1994), essas áreas foram escolhidas depois de dois anos percorrendo e analisando as praias do Rio de Janeiro ao Amapá.

No Brasil, ocorre a presença de cinco espécies de tartarugas marinhas – tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) (Figura 2), tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) (Figura 3), tartaruga-verde (Chelonia mydas) (Figura 4), tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) (Figura 5) e tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) (Figura 6) – , sendo assim, o TAMAR apresenta como principal missão pesquisar, proteger e trabalhar com o manejo e conservação desses quelônios (TAMAR, 2019). Para cumprir essa importante missão o projeto conta com uma equipe de técnicos auxiliados por estagiários e comunidades litorâneas.

2Figura 2: Tartaruga – cabeçuda (Caretta caretta). Fonte: Tamar, 2019.

3Figura 3: Tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata). Fonte: Oceana/Carlos Minguell, 2019.

4Figura 4: Tartaruga-verde (Chelonia mydas). Fonte: National Geographic, 2018.

5Figura 5: Tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea). Fonte: Tamar, 2019.

6Figura 6: Tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea). Fonte: Tamar, 2019.

Esses quelônios são ameaçados principalmente pela atividade antrópica, que provoca impactos negativos em todo o seu ciclo de vida. Algumas das principais ações humanas que afetam as tartarugas marinhas são as atividades pesqueiras (anzóis e redes de pesca), degradação de áreas de desova, fotopoluição, poluição dos oceanos, desenvolvimento costeiro, consumo de carne e ovos e as mudanças climáticas (ICMBIO, 2019).

A seguir é possível observar alguns dos resultados alcançados pelas ações do projeto juntamente com a comunidade (TAMAR, 2019):

  1. As espécies de tartarugas marinhas presente no Brasil estão se recuperando;
  2. O projeto possui 100% de cobertura nas principais praias de desova (1.100 km);
  3. São cerca de 30.000 ninhos protegidos por ano;
  4. Mais de 39.000.000 animais devolvidos ao mar em 40 anos;
  5. 1.800 oportunidades de trabalho criadas;
  6. 1.000.000 de pessoas por ano nos Centros de Visitantes;
  7. 50 a 60% dos recursos gerados através de atividades sustentáveis

Somente na temporada 2016 – 2017, foram protegidos 11.309 ninhos de tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea), 10.490 ninhos de tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta), 2.904 ninhos de tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) e 40 ninhos de tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) (TAMAR, 2019).

Mas como tudo isso ocorre? Todas as noites, entre setembro a março, no litoral, e entre janeiro a junho, nas ilhas oceânicas, as praias de desova são monitoradas por tartarugueiros (pescadores contratados pelo Tamar), estagiários e executores das bases (TAMAR, 2019). A fim de observar fêmeas em ato de postura, analisar o seu comportamento durante a desova, coletar material biológico e registrar dados morfométricos (TAMAR, 2019). Durante o monitoramento, também ocorre a transferência de ninhos presentes em áreas de risco para locais mais seguros na mesma praia, além de serem realizadas marcação e biometria das fêmeas, contagem de ninhos e ovos (TAMAR, 2019).

O Projeto Tamar conseguiu atingir as comunidades costeiras, pescadores e população em geral por meio de ações de Educação Ambiental como os Tamarzinhos, Escolinha Tamar, Nosso Papel de Futuro, Nossa Praia É a Vida, Nem Tudo que Cai na Rede É Peixe, Ida de Filhotes para o Mar e Lixo nas Praias (TAMAR, 2019). Para mais informações sobre os programas acesse o link: http://tamar.org.br/interna.php?cod=372.

7
Figura 7: Escolinha Tamar. Fonte: Tamar, 2019.

Além disso, o Tamar também conta com o centro de visitantes e lojas nas regiões litorâneas com potencial turístico. Eles fazem parte do programa de conservação das tartarugas e ajudam a promover a autossustentabilidade do Projeto e das comunidades que apoiam o trabalho (TAMAR, 2019). Os produtos são artesanais feitos por moradores das comunidades locais.

Assim, é possível observar a importância do projeto para a conservação das populações das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, além da ajuda que suas atividades proporcionam a comunidade local. Contudo, é sempre relevante a necessidade de maiores investimentos e incentivos ao projeto.

Para mais informações segue o link de alguns sites:

  1. http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/biodiversidade/fauna-brasileira/plano%20de%20acao/sumario_executivo_pan_tartarugas_marinhas_2019.pdf
  2. http://www.tamar.org.br/publicacoes_html/pdf/1992/1992_Tartarugas_Marinhas_Projeto_TAMAR.pdf
  3. http://www.scielo.br/pdf/bn/v9n2/a13v09n2
  4. http://www.icmbio.gov.br/portal/ultimas-noticias/20-geral/10563-rumo-aos-40-milhoes-de-tartarugas-marinhas-protegidas

 

Referências

BAPTISTOTTE, Cecíclia. Tartarugas Marinhas: Projeto TAMAR. Herpetologia no Brasil, v. 1, p. 19-24, 1994.

BIODIVERSIDADE, Instituto Chico Mendes de Conservação. Sumario Executivo do Plano de Ação Nacional para a Conservação das Tartarugas Marinhas. Disponível em: http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/biodiversidade/fauna-brasileira/plano%20de%20acao/sumario_executivo_pan_tartarugas_marinhas_2019.pdf. Acesso em: 22 de dez. 2019.

TAMAR, Fundação Projeto. Contexto Histórico. Disponível em: https://www.tamar.org.br/interna.php?cod=63. Acesso em: 22 de dez. de 2019.

TAMAR, Fundação Projeto. Informações Gerais Projeto TAMAR. Disponível em: http://tamar.org.br/releases/Infos-gerais-Projeto-Tamar.pdf. Acesso em: 22 de dez. de 2019.

TAMAR, Fundação Projeto. Tartarugas Marinhas e os Ciclos que se Renovam. Disponível em: http://www.tamar.org.br/arquivos/cartilha-2015-tartarugas-marinhas-ciclos.pdf. Acesso em: 26 de dez. 2019.

TAMAR, Fundação Projeto. Análise Detalhada dos Números. Disponível em: http://tamar.org.br/interna.php?cod=76. Acesso em: 22 de dez. 2019.

TAMAR, Fundação Projeto. Pesquisa aplicada. Disponível em:  http://tamar.org.br/interna.php?cod=72. Acesso em: 26 de dez. 2019.

Banner Curso Veterinária3

Esclarecimentos: Em breve teremos uma edição do curso para profissionais das áreas de biológicas, saúde e afins.
O curso foi idealizado para ocorrer nas férias escolares dos graduandos. Infelizmente, devido à greve na UECE, neste momento houve choque com o semestre letivo. Contudo, podemos criar um diálogo com a UECE para tentar facilitar a liberação dos interessados.



 

Banner Curso Veterinária Final

Mande um email com assunto “Inscrição” para manejodeserpentesnurof@gmail.com e saiba mais informações.



 

Banner Curso Veterinária2

Em breve mais informações.



 

Resultado da seleção para estágio voluntário 2019.2

NUROF

Os selecionados devem se apresentar no NUROF-UFC.

%d bloggers like this: