IV CIÊNCIA EM CENA – 2010


A quarta edição do CIÊNCIA EM CENA, encontro de grupos de Teatro Científico em atividade no Brasil, acontecerá em Fortaleza, entre os dias 12 e 15 de agosto.

Durante quatro dias, gente de vários locais mostrará seus trabalhos de teatro e vídeo e participará de algumas oficinas.

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Sobre o uso de animais em estudos científicos

O governo em parceria com a comunidade científica já lançou uma campanha para conscientizar a população sobre a importância dos estudos realizados com uso de animais.

Esse sempre foi um tema bastante polêmico, muitas mídias pregam a indissociabilidade de estudos científicos que usam animais ao sofrimento do animal e à conduta antiética, buscando formar opiniões negativas em relação aos pesquisadores.

A campanha pretende dar visibilidade à lei Arouca (nº 11.794, de 8 de outubro de 2008) que disciplina a criação e utilização de animais em atividades de ensino e pesquisa científica em todo o território nacional.

“A aprovação de lei 11.794/2008, que regulamentou a experimentação animal após 13 anos de debates, ainda não eliminou, segundo as organizações, o desconhecimento da importância das cobaias para desenvolver medicamentos, vacinas, cirurgias e a própria medicina veterinária.”

Através desta Lei, foi criado o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal – CONCEA, que coordena os procedimentos de criação e utilização de animais em atividades de ensino e pesquisa científica. O CONCEA é presidido pelo Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia e integrado por representantes de órgãos como os Ministérios de Educação, do Meio Ambiente e da Saúde, Academia Brasileira de Ciências, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, representantes de sociedades protetoras de animais legalmente estabelecidas no país, entre outros.

O CONCEA formula e zela o cumprimento de normas relativas à utilização humanitária e ética dos animais, avalia e propõe técnicas alternativas para substituir ao máximo o uso desses animais, estabelece e revê, periodicamente, as normas a serem seguidas pelas instituições credenciadas e autorizadas a fazer o uso dos animais e fiscaliza os cumprimentos.

As instituições de pesquisas possuem Comissões Internas de Ética no uso de animais (Ceua’s) que regulamentam a pratica em cada centro de pesquisa. Os trabalhos só são realizados depois de avaliada a relevância do estudo, as condições adequadas da metodologia a ser empregada e as possibilidades de redução da amostra de animais e/ou a substituição deles por métodos alternativos como, por exemplo, vídeos, programas de computador, culturas de tecidos e outros, dependendo de cada estudo. No caso dos testes, os estudos usam os resultados já obtidos em outras pesquisas reduzindo ainda mais o número de animais utilizados.

Os cientistas são pessoas que trabalham pela vida, não são maníacos com vontade de maltratar animais. As pesquisas não são feitas sem avaliações, fiscalizações e finalidades.

“Hoje, quase todos os medicamentos, vacinas e procedimentos da área de saúde são resultado de pesquisas com animais de laboratório”, lembra o filme da campanha, que mostra indivíduos que tiveram sua vida salva ou melhorada por avanços propiciados por essas pesquisas.Outro destaque é que, depois da Lei Arouca, aprovada em 2008 para regular o uso de cobaias, nenhum animal deixa de ser tratado com “ética e dignidade”.

Por : Gabriela Melo, membro do Nurof.

Divulgue!

Concurso da UNESCO para estudantes do ensino médio de todo o Brasil para  trabalhos escritos e desenhos, até o dia 3 de setembro de 2010, sobre o tema “Biodiversidade”. O Concurso é uma iniciativa em comemoração ao Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento e ao Ano Internacional da Biodiversidade, ambos estabelecidos pelas Nações Unidas. Saiba mais

Cobras são transportadas ilegalmente pelo correio

Agentes do IBAMA foram chamados pelos correios por conta de um pacote com cobras em Goiânia. Os agentes encontraram ratos na casa do destinatário que serviriam para alimentar cobras-do-milho, cada réptil valeria R$ 700,00. Confira o vídeo da matéria completa  aqui:

A“cobra-do-milho” (Pantherophis guttatus) tem esse nome popular devido às suas origens. Ela é originária da América do Norte e costuma a viver pelos celeiros dos EUA, México, sendo encontrada também nas ilhas Caimã.

Os indivíduos da espécie tem o hábito de caçar  ratos, ajudando os agricultores no controle das populações de roedores. A “cobra-do-milho” é mais um exemplo de que ao contrário do que muitos pensam as cobras não são tão vilãs assim.

Entretanto, a introdução de espécies exóticas em um certo local promove uma série de desequilíbrios ambientais e é uma das causas de declínios de populações animais nativas e até da extinção de espécies! Portanto criar animais exóticos não é legal.

Nota: É importante a fiscalização no tráfico de animais silvestres, que cresce assustadoramente a cada dia, só perdendo para o tráfico de drogas. A regulamentação da lei de crimes ambientais só surgiu em 1998 e cabe ao IBAMA, um órgão federal, coordenar e executar a Política Nacional do Meio Ambiente.

Por: Wallony Brito, membro do NUROF.

Cientistas usam alta tecnologia para ver interior de cobra digerindo rato

Cobra píton birmanesa de 5 kg foi anestesiada para tomografia computadorizada uma hora depois de ter devorado um rato inteiro (Foto: BBC)

Pesquisadores da Dinamarca fazem imagens dentro de píton anestesiada para compreender processo de digestão.

Cientistas da Dinamarca mostraram pela primeira vez, por meio de exames de alta tecnologia, o interior de uma cobra enquanto ela realizava a digestão completa de um rato, como parte de um projeto de exploração da anatomia animal.

Os pesquisadores da Universidade de Aarthus, na Dinamarca, usaram a técnica de tomografia computadorizada em uma cobra píton birmanesa de 5 kg. Ela foi anestesiada para o exame uma hora depois de ter devorado um rato inteiro.

Os cientistas também usaram ressonância magnética para estudar os órgãos da píton enquanto ela digeria o rato. Com agentes contrastantes, os pesquisadores conseguiram destacar órgãos específicos, em cores diferentes.

A ressonância mostrou o lento desaparecimento do corpo do rato. Ao mesmo tempo, o intestino da cobra se expandiu, a vesícula biliar encolheu e o coração aumentou de volume em 25%.

Para os pesquisadores, o aumento no volume do coração da cobra provavelmente está ligado à energia que a píton precisa para digerir o rato.
No total, a cobra precisou de 132 horas para digerir completamente o rato. Continuar a ler

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