Notícia: Tráfico de animais: de tartaruga a cobra via Sedex

Funcionários de uma agência dos Correios em São Paulo (SP) encontraram na segunda-feira (27) duas iguanas vivas em uma encomenda que seguia para Belo Horizonte (BH). Com 25 centímetros cada, elas estavam imobilizadas dentro de uma caixa de Sedex, enroladas com jornal e gaze, ambos por baixo de uma fita adesiva daquelas bem resistentes, de fechar caixa de papelão, com selo dos próprios Correios.Só a cabeça e o rabo dos animais ficavam fora. [Referência: extra.globo.com]

NOTA DO BLOG:
O comércio ilegal de animais é a terceira atividade ilegal que mais movimenta dinheiro no planeta, ficando atrás somente do tráfico de drogas e armas. O que chama atenção são as péssimas condições na qual os animais são submetidos. De fato muitos deles morrem ao longo do transporte. Portanto, notícias como esta são frequentes. A criação de fauna silvestres em cativeiro requer a liberação por parte do IBAMA. Portanto, se for criar algum animal em cativeiro não contribua com o tráfego de animai comprando-os clandestinamente, avalie bem se a pessoa possui registro de criador junto ao IBAMA. Do contrário pode ter certeza que o barato sairá caro para a natureza e quem poderá estar em um recinto fechado poderá ser você!

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Notícia: “Cobra” na motocicleta

…O soldado do Corpo de Bombeiros Militar de Blumenau Airton Blau informa que no verão são registradas cerca de 20 ocorrências por mês envolvendo a captura de animais peçonhentos na cidade. Os que aparecem com mais frequência são as cobras jararaca, jararacussu e coral… [referência: clicrbs.com.br]

NOTA DO BLOG:
Obviamente que o ocorrido se deve pela expansão dos limites urbanos para áreas de vegetação natural. Assim, os animais ficam sem os seus refúgios naturais, onde procurariam abrigo, e são obrigados a dispersarem para as áreas ocupadas pelo homem. A tendência é que como o tempo somente as espécies ruderais (que são favorecidas pela atividade do homem) e de hábitos generalistas mantenham suas populações. Portanto para a felicidade dos motoqueiros a tendência é que as populações de serpentes declinem ou até mesmo sejam erradicadas dessas áreas urbanas.
Mas o desaparecimento destes animais seria de fato uma coisa legal?

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A Lenda da “serpente arco-íris” australiana

As serpentes são personagens centrais em vários mitos, e muitas vezes estão associadas à virilidade, fertilidade, força, ao mal, entre vários outros símbolos.
Um dos mitos mais belos nasceu na Austrália em várias tribos aborígenes e apresenta algumas pequenas variações de tribo para tribo. Estas tribos respeitam as cobras, pois acreditam que uma serpente gigante deu forma ao mundo que conhecemos hoje e controla o seu recurso natural mais precioso, a água.
Ngaloyd e Borlung são dois nomes místicos da gigantesca “Serpente arco-íris”, que através de seu movimento subterrâneo fez surgir serras e cordilheiras de montanhas, sendo a maior “prova” da existência da ‘serpente arco-íris’ a forma dos rios que teriam surgido enquanto a serpente rastejava sobre a terra.

Red River (Canadá). Imagem Disponível em Geological Survey of Canada: http://gsc.nrcan.gc.ca/floods/redriver/images/view1.jpg


Para alguns, a maravilhosa “serpente arco-íris” ainda repousa no fundo dos rios do planeta e às vezes é possível até observar o brilho de suas escamas refletindo o sol em um belo arco-íris nas cachoeiras.

Imagem disponível em North Carolina Waterfalls: http://www.ncwaterfalls.com/

Por Paulo Cesar Mattos Dourado de Mesquita, colaborador Nurof UFC

Hemipênis, o órgão reprodutor dos répteis squamatas

Uma das principais aquisições evolucionária que levou os “répteis” a conquistar o ambiente terrestre foi o ovo amniótico. Contudo, para a produção deste ovo foi necessário que a fecundação do ovócito pelo espermatozoide ocorresse no interior do corpo das fêmeas. Neste caso o desenvolvimento de um órgão copulador nos machos foi uma grande solução.

Hemipênis de Plesiodipsas perijanensis Fonte: Harvey et al. Herpetological Monographs 22: 06-132. 2008


Os crocodilianos e os testudíneos possuem somente um pênis constituído de tecido conjuntivo esponjoso que fica ereto em função da pressão vascular. Nestes casos ele possui semelhança estrutural e provavelmente compartilha de mesma origem embrionária do pênis dos mamíferos.

Entretanto, nos squamatas (anfisbenas, lagartos e serpentes) são encontrados órgãos copulatórios pareados, localizados na junção da base da cauda com a cloaca. Inicialmente acreditava-se que ambas estruturas seriam introduzidas simultaneamente na cloaca das fêmeas, daí a denominação hemipênis (hemi que no grego significa meio, metade). Contudo, sabe-se atualmente que apenas um hemipênis é evertido e usado durante a cópula.

Os hemipênis correspondem a dobras de tecido, como os dedos de uma luva, que são evertidas através de aberturas por pressão vascular, após o uso eles são recolhidos pela ação de músculos. Em muitos squamatas o hemipênis é dotado de espinhos que podem ajudar na transferência de esperma para dentro da cloaca da fêmea, em alguns casos esta estrutura pode ser bifurcada. Variações nestas características são importantes para o estudo da taxonomia dos squamatas. Por exemplo, sabe-se que os hemipênis encontrados nos squamatas não possuem a mesma origem embrionária que o pênis dos crocodilianos e testudíneos. Assim essas estruturas são mais uma evidência de que os squamatas tem mais características comuns entre si do que com os crocodilianos ou testudíneos, colocando-os em um grupo a parte.

Bibliografia:
POUGH, F. H. A vida dos vertebrados. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 1999

ZUG, G. R., VITT, L. J., and CALDWELL, J. P. Herpetology: An introductory biology of amphibians and reptiles (2a. ed.), Academic Press. Estados Unidos. 2001.

VEJA TAMBÉM:
»Curiosidades: Sobre o hemipênis, o órgão reprodutor dos machos das serpentes

Coleções Científicas

As coleções científicas são locais em instituições de pesquisa onde são depositados exemplares que testemunham a ocorrência de uma espécie em um determinado local. A primeira coleção cientifica do Brasil foi fundada em 1818 por Dom João VI, a instituição deu origem ao Museu Nacional do Rio de Janeiro. Posteriormente foram criadas as coleções científicas do Museu Paraense Emilio Goeldi em 1866 e do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo em 1886. Hoje essas instituições juntamente com diversas outras espalhadas pelo país possuem em seus acervos representantes de nossa diversidade biológica, servindo como fonte de material para os estudos científicos.

Coleções biológicas representam um testemunho cultural,
nelas pode-se encontrar representantes já extintos provenientes de ambientes alterados de forma irreversível. Assim, as coleções científicas são fontes potenciais de informações que ajudam a compreender a evolução da vida no planeta, bem como os padrões de distribuição geográfica das espécies. Além do mais, no futuro as coleções poderão propiciar descobertas ainda fora de nosso atual alcance tecnológico.

Caso sofram algum dano, os componentes de um acervo
biológico são de difícil recuperação, já que o ambiente de coleta
pode ter passado por alterações ou até mesmo não existir mais, por tanto torna-se uma grande responsabilidade a manutenção adequada desse tipo de patrimônio.

No dia 15 de maio de 2010 um incêndio no Instituto Butantã destruiu grande parte de um dos maiores acervos zoológicos do país, segundo os próprios pesquisadores haviam problemas como falta de verba para investimento na segurança do prédio, preparo e treinamento de pessoal. Esse tipo de situação é comum nas coleções biológicas no Brasil, o desastre no Butantã serviu de alerta, mas ainda falta muito a ser feito.

O Núcleo Regional de Ofiologia da UFC mantêm a coleção mais
representativa do Nordeste Brasileiro. Com cerca de 15 mil exemplares de
répteis e anfíbios oriundos principalmente da região nordeste, a Coleção Herpetológica da UFC -CHUFC- foi iniciada na década de 70 crescendo ao longo do tempo, contribuindo para o testemunho da diversidade biológica regional. Reformas estruturais no prédio já se iniciaram e prometem parte das melhorias necessárias à coleção.

Coleção Herpetológica UFC mantida no Nurof. Foto Roberta Rocha

Por Gabriela Melo, membro Nurof UFC

Encontro Regional de Ensino de Biologia do Nordeste ENEBIO/EREBIO

III ENEBIO – Encontro Nacional de Ensino de Biologia
IV EREBIO/Regional 5 – Encontro Regional de Ensino de Biologia do Nordeste e V Congresso Iberoamericano de Educación en Ciencias Experimentales. Temas Polêmicos e Ensino de Biologia. 10, 11, 12 e 13 de outubro de 2010 na Universidade Federal do Ceará – UFC, Fortaleza. Informe-se

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