Agradecimentos do Mês – Outubro

Obrigado a todos!

Começamos hoje uma série mensal de postagens onde agradeceremos a todos que contribuíram de alguma forma para o bom funcionamento do Projeto Nurof-UFC nas Nuvens. Nesse mês agradeceremos a todos que contribuíram com o projeto desde sua criação até o presente momento. Nossos sinceros agradecimentos à:

Amaurício Brandão, Conrado Galdino, Diva Maria Borges Nojosa, Fabrício Rodrigues, Gabriela Melo, Hugo Fernandes, Luan Pinheiro, Paulo Mesquita, Rafael Pinheiro, Robério Pinheiro, Roberta Rocha e Wallony Brito.

Essas contribuições são muito importantes, assim como os comentários e acompanhamento dos nossos leitores.

Todos podem entrar para essa lista, caso queira participar entre em contato através do e-mail: nurofufc@gmail.com.

Anúncios

Vi a exposição de vocês no Centro de Ciência da UFC e parabenizo pelo trabalho. Minha pergunta: Qual o procedimento para “descascar” (não sei se estou usando o termo certo) e montar o esqueleto de um cobra que eu encontrar (obviamente já morta)?

Caro Arnoldo,
A montagem de um esqueleto articulado envolve a separação dos músculos dos ossos. Em grande parte dos casos este processo é feito com a ajuda de um besouro que faz esse trabalho muito bem. Mas há casos em que essa separação é feita mecanicamente com o auxílio de material de dissecação deixando-se, posteriormente, a carcaça macerar (apodrecer o resto dos tecidos moles). Após essa separação os ossos ficarão desarticulados. Para que eles fiquem com um aspecto mais limpo eles podem ser ainda tratados em água oxigenada. O próximo passo é a montagem do esqueleto articulado na posição desejada (isso vai depender do objetivo ao qual se destina a peça).
Esperamos ter sanado sua dúvida e fique a vontade para nos perguntar mais vezes!
Um abração,
Equipe "NUROF-UFC nas Nuvens"

Pergunte-nos suas curiosidades ou dúvidas sobre os anfíbios e répteis!

Existe diferença entre tartaruga, cágado e jabuti?

Muitas pessoas se perguntam se há alguma diferença entre cágados, tartarugas e jabutis. Primeiramente, convém responder que sim. Há algumas características que definem cada um desses belos animaizinhos cascudos. Então, essa é a sua oportunidade de entender um pouco mais quem é quem e nunca mais se confundir.

As tartarugas são animais que vivem no mar. Elas possuem membros (ou “patas”) modificados em forma semelhante a um “remo” para que possam nadar com mais facilidade. Seu corpo é um pouco achatado facilitando, assim, seus movimentos dentro d’água. Para finalizar, convém dizer que elas vêm a terra apenas para reproduzir.( Saiba mais )

Foto Hugo Fernandes

Os jabutis, por sua vez, são animais totalmente terrestres, indo a corpos d’água apenas para se refrescarem e beberem água. Seus membros são semelhantes a “patas” de elefantes e possuem unhas para facilitar a locomoção em terra firme. É importante frisar seu hábito terrestre, sendo, assim, péssimos nadadores.

Foto Fabrício Rodrigues

Por fim, os cágados são animais que vivem (em sua GRANDE maioria) em água doce. Entretanto, seus membros são adaptados para que eles também consigam se mover bem em terra firme. Suas patas possuem membranas interdigitais (uma membrana que fica entre os dedos a qual aumenta a área superficial do membro) e unhas, possibilitando assim que eles possam nadar e andar com eficiência. Alguns também possuem o corpo um pouco achatado, o qual facilita o nado.Estes animais também colocam seus ovos em terra firme.

Foto: Fabrício Rodrigues

Por: Fabrício Rodrigues, membro Nurof-UFC

VEJA MAIS: Sobre tartarugas, cágados e jabutis: Parte II

Ética na Pesquisa: Cartilha sobre o uso de animais na pesquisa para alunos do ensino médio

Capa da cartilha eletrônica. Fonte: http://www.eticanapesquisa.org.br/cartilha/


Em uma ótima ação o site Ética na Pesquisa lança uma cartilha eletrônica visando conscientizar alunos do ensino médio sobre o uso de animais em pesquisas. Os interessados podem ler a cartilha no formato de revista digital diretamente no endereço www.eticanapesquisa.org.br/cartilha/.

Agora professores e alunos contam com um excelente suporte para desenvolverem o debate sobre um tema que tem causado muita polêmica!

VEJA TAMBÉM

» Sobre o uso de animais em estudos científicos

Notícia: Serpentes escapam de proprietário e assustam cidade chinesa

Moradores de uma cidade chinesa tiveram que abandonar suas casas após 3 mil cobras recém-nascidas extremamente venenosas escaparem de uma gaiola em Xianling, no sudoeste da China. Os ovos da perigosa espécie estavam sendo criados para abastecer a indústria de medicina tradicional de forma ilegal… Veja a matéria completa: odia.terra.com.br

As cobras recém-nascidas extremamente venenosas escaparem de uma gaiola em Xianling, no sudoeste da China. Fonte: http://odia.terra.com.br

NOTA DO BLOG:
Mas que trapalhada essa ein!? Que esta notícia sirva de lição àqueles que acham que criar animais como esses para extração de veneno seja uma atividade que possa ser feita por qualquer um e com pouco investimento. Muito pelo contrário, se como animais de estimação eles já exigem cuidados especializados a criação desses animais para a finalidade de produção de veneno para fabricação de soro requer muito conhecimento, treinamento e acompanhamento por uma equipe de profissionais incluindo-se um médico veterinário. Pesa-se ainda a obrigatoriedade legal da manutenção de instalações próprias para este fim além da homologação do criador junto aos órgãos ambientais competentes. Um caso como esse se ocorrido no Brasil implicaria em multa ao responsável e muito provavelmente em sua prisão, conforme a Lei Nº 9.605/1998.

Meu bichinho de estimação é silvestre

Os animais silvestres definitivamente caíram no gosto popular como bichinhos de estimação: peixes, pequenos roedores, aves exóticas, anfíbios, serpentes e lagartos já fazem parte do ranking.

Foto: Roberta Rocha

Nos países estrangeiros, essa moda pegou há muito tempo. Estima-se que existam 13 milhões de répteis de estimação nos Estados Unidos e cerca de 300 mil na Europa. No Brasil, os números não são exatos, devido ao intenso tráfico de animais (Como por exemplo: esta postagem e esta outra), o qual vem sendo combatido ostensivamente pelas autoridades ambientais nos últimos tempos. É comum que as pessoas encontrem animaizinhos diversos em feiras populares e os levem para casa. É importante saber que um animal silvestre não é o mesmo que um cãozinho ou um gatinho; existem muitas diferenças que devem ser levadas em consideração antes de se adotar um deles.

Primeiramente, levar para casa um animal silvestre sem procedência é CRIME previsto pelo artigo 29 da Lei nº 9.605/1998, com pena de seis meses até 1 ano de detenção além do pagamento de uma multa. Isso vale também para quem persegue, caça e mata esses animais. Em segundo lugar, os animais silvestres não são acostumados ao convívio humano como cães, gatos, bois, porcos, carneiros e galinhas, os chamados animais domésticos. Por isso eles possuem reações instintivas imprevisíveis, que podem ser perigosas para as pessoas. Outros aspectos importantes incluem nutrição, manejo e saúde: alimentos, recintos e cuidados veterinários exclusivos.

Em se tratando de répteis – serpentes, lagartos, tartarugas – aí vão algumas das diferenças. Os répteis são ectotérmicos, mais conhecidos como “animais de sangue frio”; por esta razão, necessitam de requisitos de luz e calor diferentes dos mamíferos e das aves. Também possuem metabolismo diferente dos demais animais domésticos, por isso necessitam de uma dieta própria, não devendo serem alimentados com comida caseira ou ração para espécies diferentes, sob risco de sofrerem desnutrição e carências. Do mesmo modo, suas doenças são específicas, não devendo ser tratadas de modo empírico, na base da comparação com outras espécies ou no método do “acerto-erro”. Deve-se enfatizar ainda seu tempo de vida: algumas espécies de répteis, como jabutis e tartarugas, podem viver mais de 50 anos… O proprietário tem de estar preparado para conviver com o animalzinho e cuidar dele por toda a vida, ou mesmo deixá-lo de herança para seus filhos!

Quanto à saúde do seu réptil, deve-se manter um cronograma anual de manejo preventivo, isto é, “é melhor prevenir do que remediar”. É considerável saber que, como os médicos humanos têm suas especialidades, os médicos veterinários também têm, por isso deve-se procurar um médico veterinário com experiência em animais silvestres para cuidar do seu bichinho. Somente um especialista poderá identificar alterações em seu estado normal e indicar os tratamentos corretos. Nunca compre e nem administre por conta própria medicações ou suplementos em seu bichinho.

Algo que muitas pessoas desconhecem é o fato de que os animais, de toda e qualquer espécie, podem transmitir doenças para os humanos, as chamadas zoonoses. Os cães podem transmitir raiva, leishmaniose, verminoses, micoses e sarna; os bovinos, ovinos e caprinos, tuberculose, brucelose e febre aftosa; as aves, a clamidiose e a psitacose, e os répteis podem transmitir salmonelose, micobacterioses e pentastomíase. Nomes complicados hein? Pois é… Só o que você precisa saber é que, cuidando da saúde do seu bichinho de estimação da maneira correta, você também pode prevenir doenças em você e em sua família.

Então… se comprar bichinhos em feiras livres ou de pequenos criadores é CRIME, como posso ter um bichinho silvestre para criar em casa???

A resposta é: procure o escritório do IBAMA em sua cidade e peça informações sobre como adquirir o animal de sua preferência. O IBAMA libera a criação de pequenos mamíferos, aves e répteis como animais domésticos, desde que venham de criatórios legalizados e devidamente registrados.

Lembre-se: pratique a posse responsável. Cuide de seu bichinho com responsabilidade, visando seu bem-estar e respeitando suas propriedades. Não esqueça: animais de estimação não são objetos, que podem ser abandonados quando se perde o interesse. Um animal de estimação é um companheiro para toda a vida. Trate-o com o carinho e o respeito que ele merece.

Cuidados Veterinários – Em Fortaleza, informações na Coordenação da Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará – Av. Paranjana, 1700, Itaperi – (85) 3101.9832/9833/9834 e Clínica de Pequenos Animais da UECE – (85) 3101.9847

Mais informações:

WWF Brasil

Wikipedia – página em inglês –

Wikipedia – página em português –

IBAMA

Saúde Animal – Zoonoses –

Arca Brasil
– Posse Responsável –

Por Roberta Rocha: Médica Veterinária (CRMV-CE nº2099) responsável pelo NUROF-UFC

formspring.me

Pergunte-nos suas curiosidades ou dúvidas sobre as serpentes! Visite nosso perfil no formspring-me http://formspring.me/NUROF

%d bloggers like this: