Agradecimentos do Mês – Novembro

Obrigado a todos!

Agradeceremos a todos que contribuíram de alguma forma para o bom funcionamento do Projeto NUROF-UFC nas Nuvens durante o mês de Novembro de 2010. Nossos sinceros agradecimentos à: Daniel Passos, Deborah Praciano, Diva Maria Borges Nojosa e Raquel Ribeiro.

Essas contribuições são muito importantes, assim como os comentários e acompanhamento dos nossos leitores.
Todos podem entrar para essa lista, para saber como você pode participar é só entrar na página “Envie um texto“!

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Use o Blog como fonte para pesquisas escolares


O Blog do NUROF-UFC pode ser usado também por estudantes que precisam de fontes para pesquisas escolares. Caso você utilize uma de nossas postagens não deixe de citar a fonte. Para isso basta entrar na página “Como citar” para obter a referência correta do blog.
Bons estudos!

Um pouco sobre a ectotermia: Temperatura corporal nos Répteis

Uma característica marcante dos répteis é a ectotermia. Esta palavra, que pode lhe parecer estranha, significa que o ganho de temperatura corporal do animal ocorre através de fontes de calor externas. Neste caso, todo o calor presente no corpo de um réptil provém do meio no qual o indivíduo se encontra. Estas fontes de calor podem ser a radiação solar que incide diretamente sobre o corpo do animal, ou aquela que é refletida por rochas, areia ou até mesmo galhos de uma árvore. Por exemplo, é comum encontrar na natureza algumas espécies de lagartos com a temperatura corporal igual a 39°C (lembrando que o ser humano regula sua temperatura corporal em torno dos 36°C) ou seja esses animais não possuem “sangue frio” como se costuma dizer.

Foto: C. Galdino (Uso sob licença CC do Blog)

Por este motivo muitos pensam que a temperatura desses animais deva corresponder exatamente àquela encontrada no meio. Entretanto, grande parte das espécies lançam mão de mecanismos comportamentais que permite a regulação da temperatura corporal, de modo que ela varie pouco. Os lagartos, por exemplo, ajustam a posição do corpo em relação aos raios de sol, com isso podem aumentar ou diminuir a área de superfície corporal que recebe os raios do sol. Assim, quando precisam de maior quantidade de calor expõe uma parte com maior superfície ou, do contrário, quando necessitam ganhar menos calor expõe superfícies com menores áreas corporais. Um outro comportamento adotado por lagartos é regular o grau de achatamento em relação ao substrato. Quando muito frio é comum ver esses animais com o ventre totalmente em contato com o substrato que ele ocupa, seja uma pedra ou até mesmo paredes e muros nas grandes cidades. Também é comum que o animal alterne a permanência entre áreas sombreadas e ensolaradas.

Temperatura corporal de T. hispidus e as temperaturas do meio (rocha e ar ambos sob sol). Figura modificada de Vitt et al. 1996. J. Tropical Ecology 12:81-101

As serpentes tendem a escolher ambientes onde as temperaturas são mais adequadas para seu metabolismo e podem também utilizar de modificações em posturas corporais ou na posição em que se encontram em relação a fonte de calor. O controle da temperatura corporal através de produção própria de calor é incomum nos répteis, contudo ela ocorre na espécie Dermochelys coriacea veja foto, conhecida como tartaruga-de-couro.

Não fosse pelo processo de regulação da temperatura corporal – o que tecnicamente se chama termoregulação- a temperatura dos répteis tenderia a subir conforme as temperaturas ambientais aumentassem. Contudo o que se nota é que ela relativamente estabiliza em um determinado valor. Este valor de temperatura é considerado como aquela ideal para grande parte das reações metabólicas que acontecem no corpo do animal.

A temperatura do meio tem implicações importantes para a vida de um animal ectotérmico. A escolha de sítios com melhores condições termais pode implicar em maiores taxas de crescimento e melhor funcionamento metabólico, um processo determinante na vida destes animais.

Por Conrado Galdino

Sobre tartarugas, cágados e jabutis: Parte II

As tartarugas são répteis que vivem nos mares de áreas tropicais e subtropicais. Esses animais possuem casco achatado, e suas patas em forma de nadadeiras, adaptações que lhe permitem melhor hidrodinâmica. Lembrando que elas passam grande parte do tempo solitárias e submersas.

Esses animais possuem sistemas de audição e visão bem desenvolvidos e seu tamanho, quando adultas, pode variar de 1m até 2m de comprimento, atingindo até 600 kg. Em sua dieta são encontrados medusas, camarões, esponjas e águas-vivas. Elas podem viver até mais de cem anos e as fêmeas atingem a maturidade sexual por volta dos 30 anos de idade. É nesta fase que retornam para a praia onde nasceram para depositar os ovos.

Estima-se que de 100 filhotes de tartarugas marinhas nascidas, apenas um chegará à vida adulta. Isso se dá em função da caça predatória por vários anos, além da atuação de predadores naturais. Por isso grande parte das espécies encontra-se ameaçada de extinção.

As espécies semi-aquáticas e que vivem em água doce são chamadas de cágados, sendo conhecidas por possuírem um pescoço maior e mais estreito que o das tartarugas. Para proteger a cabeça, muitos cágados dobram o pescoço para o lado, enquanto outros são capazes de retraí-lo dentro do casco. Outra diferença entre os cágados e as tartarugas é o tamanho dos indivíduos. Os cágados são em média menores, além de possuírem carapaça mais achatada e escura. No entanto, existem espécies de cágados que atingem grande porte. Aqui mesmo no Brasil, há várias espécies amazônicas de grande tamanho corporal, como a tartaruga da Amazônia (Podocnemis expansa), o tracajá (P. inifilis) e o pitiú (P. sextuberculata).

O corpo dos cágados também é adaptado para a natação, por isso existem membranas entre seus dedos. Assim, o modo de vida dos cágados é associado a ambientes aquáticos de água doce, sendo encontrados em rios, açudes e lagos, preferindo ambientes com temperatura entre 10° e 35°. Por isso vivem grande parte do tempo dentro d’água, principalmente na parte mais rasa dos ambientes. Entretanto é comum vê-los em ambiente terrestre tomando um sol, pegando algum alimento ou, no caso das fêmeas, depositando seus ovos.

Grande parte das espécies de cágados é carnívora (alimentando-se de pequenos peixes, moluscos, anfíbios, insetos, crustáceos e vermes), enquanto outras são onívoras (ou seja, se alimentam tanto de outros animais quanto de vegetais). O acasalamento ocorre na água. Após o desenvolvimento do ovo, as fêmeas os enterram em um buraco no solo, sendo comum a postura ocorrer duas vezes em uma mesma temporada reprodutiva.

Lembramos que no Brasil, o comércio desses animais é proibido, embora seja comum ver cágados a venda em lojas.

Foto: Raquel Ribeiro

Já os jabutis são animais terrestre. Possui carapaça convexa e membros robustos, os quais permitem longas caminhadas em terra firme e nenhuma braçada dentro d’água. São animais onívoros (consomem de vários tipos de alimentos), tendo o costume de comer carne, frutas, verduras e legumes. Possuem hábitos diurnos e passam o tempo em busca de alimento. Muito resistentes e quando sentem a aproximação de um predador ou pressentem algum perigo, põem as patas, cabeça e cauda dentro da carapaça, permanecendo parado como se estivesse morto.

Não existem restrições legais para manter um jabuti, para a criação extensiva, porém é necessária a autorização do IBAMA.

Foto: Raquel Ribeiro

Por: Raquel Ribeiro, Graduanda em Ciências Biológicas pela UFC.
VEJA MAIS: Diferenças Existe diferença entre tartaruga, cágado e jabuti?

Clipagem: Apomorfia: algumas palavras de advertência

Por: Gerardo Furtado do Blog: Biologia Evolutiva
Eu vejo com bons olhos o fato de a sistemática filogenética estar se tornando cada vez mais comum nos cursos universitários e mesmo no ensino médio. Quem sabe, talvez a sistemática filogenética venha nos ajudar a eliminar da biologia evolutiva essa concepção malfazeja que chamada de scala naturae, que ainda é espantosamente comum (explícita ou tacitamente) no discurso dos professores, na abordagem dos livros didáticos e na maneira como a mídia em geral compreende a evolução na Terra.

Essa esperança é explicada pelo fato de a sistemática filogenética ser usada como uma excelente ferramenta didática para que se possa compreender, e sobretudo visualizar, que os organismos atualmente existentes estão todos eles conectados, em maior ou menor grau, e que diferentes graus de parentesco os separam; que organismos atualmente existentes não são ancestrais de organismos atualmente existentes, e que os diferentes ramos da árvore da vida são caracterizados por propriedades específicas, particulares, resultantes dessa maravilhosa combinação de necessidade e acaso, mas que nem por isso podem ser denominadas “melhores” ou “piores”.

Mas há um aspecto ruim, quase que inevitável, nesta popularização: no afã de incluir as “novidades” da sistemática filogenética nos mais diversos currículos, certos professores podem não estar preparados adequadamente. Alguns podem tentar falar sobre esse tema tendo acumulado pouca leitura técnica e específica sobre o assunto, quiçá nenhuma; outros podem pensar honestamente que estão tratando do assunto de forma correta, e na verdade estarem divulgando os conceitos de forma equivocada ou inadequada.

Por essa razão decidi escrever duas breves notas sobre conceitos da sistemática filogenética que devem ser tratados com especial atenção e cuidado: a presente discutirá o conceito de apomorfia, e numa futura nota tratarei do conceito de homologia.
Continue a leitura: biologiaevolutiva.wordpress.com

Lagartos x Seres Humanos – História e Cultura

Os lagartos são reconhecidos pela sua rapidez, pelo estado de alerta, pela incrível agilidade em transpor obstáculos e por sua relação íntima com variáveis climáticas e ambientais, em especial a temperatura. Talvez por isso, em muitas partes do mundo, estes animais sejam reverenciados. Na África, diversos grupos rendem venerações aos lagartos, em especial aos camaleões. Para as populações africanas Dogon do Mali, os camaleões são considerados protetores da Terra e dos homens, enquanto, para os pigmeus Bambuti, o camaleão lendário Arumei teria ajudado o deus Aribati na criação do mundo (Castillo, 1993).

Polychrus_acutirostris

Figura 1. Um “calango-cego” (Polychrus acutirostris).  Fotografia de Daniel Passos.

No antigo Egito e na Grécia, os lagartos representam sabedoria divina e boa sorte, enquanto na mitologia romana, os lagartos simbolizam a morte e ressurreição, uma vez que se mantêm inativos ao longo das estações climaticamente desfavoráveis, como o inverno europeu (Rubin, 2010). Na Ásia, existe até uma compilação de “crenças” indianas (Gowli Sastra) que atribuem a cada característica física e comportamental dos lagartos algum efeito na vida humana. Assim, na Índia, os encontros com lagartos são usados para prever um espectro de eventos, que vão desde a previsão do tempo até uma morte iminente (Shukla, 1994). Na Austrália, os aborígenes associam os lagartos ao calor ambiente e acreditam que, se um lagarto for morto, o céu cairá sobre a Terra e, as ilhas da Polinésia e na Nova Zelândia, lagartos são reverenciados como deuses (Rubin, 2010).
Além dos lagartos propriamente ditos, não se pode omitir as íntimas relações entre estes e as figuras lendárias dos Dragões. Dragões (do grego drákon, δράκων) são criaturas presentes na mitologia dos mais diversos povos e civilizações. São representados como animais de grandes dimensões, normalmente de aspecto reptiliano (semelhantes a imensos lagartos ou serpentes). Apesar da presença comum no folclore de muitos povos, os dragões assumem, em cada cultura, uma função e uma simbologia particular, podendo ser fontes sobrenaturais de sabedoria e força, ou simplesmente feras destruidoras (Colin, 2010).

No mundo biológico, também existem “dragões” entre os “Répteis” da Terra. Por exemplo, o Gênero Draco (referente aos dragões mitológicos), que inclui espécies de lagartos tropicais capazes de planar para se deslocarem entre árvores (Russel; Dijkstra, 2001). Entretanto o exemplo real mais representativo consiste na maior espécie de lagarto vivente, o dragão de Komodo (Varanus komodoensis), com até 3 metros de comprimento, encontrado na ilha de Komodo, no arquipélago da Indonésia, que ganhou esse nome devido à sua aparência, que remete aos imensos dragões mitológicos (Fry et al., 2009).

Embora os lagartos tenham influenciado amplamente o imaginário humano ao longo da história, como registrado pela diversidade de valores na África, Europa, Ásia e Oceania, estudos específicos sobre mitos, lendas, crenças e superstições relacionados a lagartos são escassos nas Américas, havendo apenas registros pontuais e dispersos.

Por: Daniel Passos, membro do NUROF-UFC

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CASTILLO, F. 1993. Enciclopédia da vida selvagem Larousse: Animais do deserto II. Barcelona, Altaya.

COLIN, M. 2010. The Aberdeen Bestiary. Disponível em: <http://www.abdn.ac.uk/bestiary/translat/66r.hti&gt;. Acesso em 26 ago. 2010.

FRY, B. G. et al. 2009. A central role for venom in predation by Varanus komodoensis (Komodo Dragon) and the extinct giant Varanus (Megalania) priscus. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America 1: 1-6.

RUBIN, N. A. 2010. Reptiles throughout mythology. Disponível em: <http://www.viewzone.com/israel.html&gt;. Acesso em: 26 ago. 2010

SHUKLA, H. L. 1994. Semiotica Indica: Encyclopedic dictionary of body-language in indian art & culture. Delphi, Aryan Books International.

Em show, cobra de 4,3 metros morde rosto de menino nos EUA

Uma píton de estimação de 4,3 metros, que era utilizada em show públicos, mordeu um menino durante uma apresentação para crianças no dia 29 de outubro em West Jordan, no estado de Utah (EUA), segundo reportagem da emissora de TV “Fox 13”.

Cobra de 4,3 metros atacou adolescente em apresentação. (Foto: Reprodução)

“Queremos descobrir por que a cobra fez isso, mas, por enquanto, ela não está sendo usada em shows. Imediatamente após o incidente, removemos o réptil [de outras aparições públicas]”, disse o proprietário da empresa responsável pelo show, Shane Richens.

A mãe do garoto disse que é contra a ideia de sacrificar a cobra por causa do ataque. No entanto ela quer que a empresa mantenha a píton distante de novos shows para crianças ou, pelo menos, não permita que as crianças a manuseiem no futuro.

Fonte: g1.globo.com

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