Lagartos peçonhentos (Lagartos venenosos no Brasil?)

Em algumas regiões do Brasil, há crenças de que alguns lagartos possuem veneno e, inclusive, são capazes de inoculá-lo, à semelhança das serpentes peçonhentas. Entre as espécies relacionadas a estas crenças estão: as lagartixas de parede (Hemidactylus sp.), os calangos-cegos (Polychrus sp.), os calangos-lisos (Diploglossus sp.), entre muitas outras. Abaixo, seguem alguns exemplos de concepções comuns sobre estes lagartos:

As bribas entram nas gaiolas, à noite, e envenenam a água dos passarinhos”.
Calango cego, quando morde uma pessoa, é pior que cobra cascavel”.
Calango-liso é tão mal, que quando cresce, vira cobra”.

A última concepção refere-se a Diploglossus lessonae, espécie de corpo alongado e cilíndrico, com acentuada redução apendicular (Rocha, 1994), que institui uma interessante crença nos sertões, citada por Vanzolini et al. (1980). Segundo Vanzolini et al. (1980), as características deste animal fazem com que o povo creia que, com o crescimento, este lagarto torne-se uma serpente. Acrescentam, ainda, que esta crença é reforçada pela ocorrência frequente de exemplares com mutilação cicatrizada de um ou mais membros. Além disso, estes lagartos, às vezes, locomovem-se comprimindo os membros junto ao corpo, serpenteando habilmente semelhante a uma serpente, o que poderia dar sustentação a esta crença.

Diploglossus lessonae - Ubajara - CE (MD)

Figura 1. Indivíduo jovem de Diploglossus lessonae. Fotografia de Daniel Passos.

Embora estas concepções figurem amplamente no imaginário popular de diversos grupos humanos, rurais e urbanos, por todo o país, a comunidade científica fornece evidências, substanciais, que desmistificam estas crenças.

Em todo o mundo, só existem três espécies de lagartos peçonhentos (que produzem e inoculam veneno): duas espécies do gênero Heloderma que ocorrem no Sudoeste da América do Norte, os renomados monstros de Gila (Beaman et al., 2006), e o famoso dragão de Komodo (Varanus komodoensis), a maior espécie de lagarto vivente, cuja distribuição natural é limitada a algumas ilhas na Indonésia (Fry et al., 2009).

As duas espécies de helodermatídeos peçonhentos viventes são o Monstro de Gila (Heloderma suspectum) e o Lagarto de Contas (Heloderma horridum), embora o registro fóssil apresente evidências de outras espécies co-relacionadas com a mesma capacidade, como o gênero Paraderma. É importante frisar que ao contrário das serpentes, em que o veneno é inoculado por dentes maxilares, nestes lagartos os dentes inoculadores são mandibulares, ou seja, são localizados na arcada dentária inferior. Outra importante curiosidade a respeito dos Monstros de Gila, é que estudos recentes descobriram frações específicas de sua saliva com propriedades para o tratamento de diabetes, estabelecendo benefícios diretos desta espécie para a sociedade humana.

O dragão de Komodo (Varanus komodoensis) pertencente à família dos lagartos monitores (Varanidae), foi descoberto e descrito há mais de cem anos e, ao longo deste tempo, tem se tornado uma das espécies de lagarto mais famosas do mundo. Até então, as conseqüências oriundas das mordidas dos dragões eram atribuídas apenas à atividade de bactérias simbiontes, que compunham sua microbiota oral, em especial Pasteurella multocida,uma espécie de bactéria altamente patogênica. Não obstante, somente em 2009, um grupo de pesquisadores encontrou evidencias factuais da produção e inoculação de veneno por estes animais (Fry et al., 2009), e assim, incluíram o dragão de Komodo no seleto grupo de lagartos verdadeiramente peçonhentos.

Por todo o exposto, verifica-se que não ocorre nenhuma espécie de lagarto peçonhento no Brasil. Deste modo, as concepções supracitadas são evidências da falta de informação e da existência de idéias equivocadas sobre os lagartos, na sociedade brasileira.

Assim, faz-se necessário que os conhecimentos científicos, especialmente aqueles mais relacionados à vida cotidiana da população “leiga”, sejam amplamente disponibilizados. A divulgação científica apresenta valor inestimável e precisa ser mais valorizada, afinal, um dos maiores objetivos da ciência é gerar informações sobre o mundo, que proporcionem o esclarecimento e a conscientização da sociedade, fornecendo-lhe subsídios para suas tomadas de decisão.

Por: Daniel Passos, membro do NUROF-UFC

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BEAMAN, K. R.; BECK, D. D.; MCGURTY, B. M. 2006. The beaded lizard (Heloderma horridum) and Gila monster (Heloderma suspectum): a bibliography of the family Helodermatidae. Washington: National Museum of Natural History, Smithsonian Herpetological Information Service.

FRY, B. G. et al. 2009. A central role for venom in predation by Varanus komodoensis (Komodo Dragon) and the extinct giant Varanus (Megalania) priscus. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America 1: 1-6.

ROCHA, C. F. D. 1994. Introdução à ecologia de lagartos brasileiros. In: NASCIMENTO, L. B.; BERNARDES, A. T.; COTTA, G. A. Herpetologia no Brasil, 1. Belo Horizonte:Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; Fundação Biodiversitas; Fundação Ezequiel Dias.

VANZOLINI, P. E.; RAMOS-COSTA, A.; VITT, L. J. 1980. Répteis das caatingas. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Ciências.

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Notícia: Redescoberta de anfíbios traz esperança e alerta sobre extinção

Organizada pelas ONGs Conservação Internacional e IUCN no ano passado, uma expedição de cientistas percorreu 21 países, durante cinco meses, em busca de 100 espécies de anfíbios e redescobriu 15 espécies entre sapos, salamandras, perereca e do gênero Caecilia, ao qual pertence a cobra-cega, sendo as últimas no Equador e Índia. O reencontro dos anfíbios, considerados perdidos, gerou esperança, mas, ao mesmo tempo, alertou para a necessidade de aplicar esforços imediatos contra o declínio ainda maior dessas populações, que servem de termômetro sobre o desequilíbrio ambiental.

Sucena Shkrada Resk – Edição: Mônica Nunes
Planeta Sustentável – 17/02/2011

O reencontro recente de 15 espécies de anfíbios – entre sapos, salamandras, perereca e do gênero Caecilia, ao qual pertence a cobra-cega -, sendo as últimas descobertas, no Equador e Índia, animou a comunidade científica. Os anfíbios eram considerados desaparecidos e foram achados durante a expedição Busca pelos Sapos Perdidos*, realizada por 126 cientistas, durante cinco meses, em 21 países (veja a lista abaixo), no ano passado. Ao mesmo tempo, a situação serve de alerta para que os países se esforcem para evitar o extermínio dos anfíbios, que pertencem ao grupo de vertebrados mais ameaçados do planeta, que, hoje, chega à faixa de 30%. Afinal, o grupo esperava encontrar, pelo menos, 100 espécies, mas só identificou quatro dessa lista. As restantes, por serem desconhecidas, foram consideradas ‘uma grata surpresa’ extra.

A iniciativa da expedição foi da CI – Conservação Internacional e do Grupo de Especialistas em Anfíbios da IUCN – União Mundial para a Conservação da Natureza, com o apoio da Conservação Global da Vida Selvagem. O objetivo do grupo era documentar o status da sobrevivência diante de doenças e de pressões climáticas. Segundo os cientistas, uma das doenças mais preocupantes, e que chegou a devastar populações inteiras, é a quitridiomicose, causada por um fungo.

Para Robin Moore, especialista em anfíbios, o resultado da expedição está sendo denominado de a Sexta Grande Extinção, porque as espécies desaparecem a uma taxa de cem a mil vezes maior que a histórica. “Precisamos transformar essas descobertas e redescobertas em uma oportunidade para enfrentar essa crise, nos concentrando na proteção de um dos grupos de animais mais vulneráveis e seus habitats críticos”, disse. Além da Índia e Equador, também houve descobertas no México, na Costa do Marfim, na RDC – República Democrática do Congo e no Haiti. E na Colômbia, chegaram a ser encontradas espécies até então desconhecidas.

Uma das espécies encontradas foi a do sapo do rio pescado, que é específica do Equador e tinha sido vista, pela última vez, em 1995. Na Índia, recentemente, foram descobertas cinco espécies, sendo que o sapo Raorchestes Chalazodes havia sido registrada, pela última vez, em 1874.

A justificativa dada pelos cientistas para a importância dos anfíbios é que eles prestam serviços, como o controle de insetos que espalham doenças e danificam plantações, além da manutenção dos sistemas de água doce saudáveis. Mais um aspecto considerado relevante é que produtos químicos encontrados na pele dos anfíbios também têm sido importantes para criação de novas drogas com o potencial de salvar vidas. Entre eles, um analgésico 200 vezes mais potente do que a morfina.

A partir de agora, ainda continuará uma campanha na Índia e outra na Colômbia. Também está prevista mais uma ação, que deverá durar três anos, na Papua Nova Guiné, nas Ilhas Salomão, no Haiti e em Madagascar, com coordenação de Moore.

Os países visitados durante a expedição Busca pelos Sapos Perdidos foram África do Sul, Austrália, Brasil, Camarões, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Haiti, Índia e Indonésia, além de Costa do Marfim,Libéria, Malásia, México, RDC, Ruanda, Togo, Venezuela e Zimbábue.

Veja a matéria completa em: PlanetaSustentável

Clipagem: As serpentes podem ser vítimas do próprio veneno?

Por: Antonio Alvez de Siqueira do Blog: Mundo Rastejante

Claramente que não. Isso é quase impossível de acontecer. Primeiro porque as serpentes – até onde sabemos – são imunes à própria peçonha; segundo, porque a língua delas é projetada (dardejamento) para realizar apenas movimentos para frente e para trás. Os movimentos laterais (para onde se localizam as presas inoculadoras de peçonha), não ocorrem, não havendo como picar a própria língua. É importante lembrar que, uma serpente pode ser imune à própria peçonha ou à peçonha de outra espécie, mas pode não o ser diante da peçonha de uma determinada espécie. Por exemplo, a muçurana é imune à peçonha da jararaca, mas é altamente sensível à peçonha da coral-verdadeira do gênero Micrurus. As serpentes ofiófagas podem matar por inoculação de peçonha, no caso da coral-verdadeira (Micrurus sp.), por exemplo; ou ainda por constrição no caso da Muçurana (Clelia clelia). Serpentes ofiófagas como a muçurana apresenta grande importância no controle de outras serpentes como a jararaca, sua principal presa, chegando a comer 17 espécimes por ano. As serpentes são, portanto de grande importância para a cadeia ecológica. Por isso, não devem ser mortas, mas, retiradas das áreas de risco às pessoas e outros animais e colocadas em seu habitat natural; um processo que deve ser feito por um herpetólogo.

O poder mortífero da peçonha das serpentes vem mudando devido à corrida evolucionária. As presas vêm desenvolvendo resistência à peçonha das serpentes e essas por sua vez, vêm desenvolvendo peçonha cada vez mais potente. A isso, a biologia chama “corrida de armas”.

Texto de: Antonio Alvez de Siqueira

Notícia: Crescem relatos de cobras gigantes

Emanuelle Dal-Ri
emanuelle@gazetadosul.com.br

Narrativas a respeito de grandes cobras são cada vez mais comuns na região central do Estado. Desde a década de 50, eram avistados animais gigantes, exclusivamente no reservatório da Hidrelétrica do Passo Real, em Salto do Jacuí. Com o passar do tempo, conforme o assessor da Divisão Sistema Jacuí da CEEE, Ademar Santos da Rosa, eles passaram a migrar também para localidades como Lambedor, no interior de Agudo, até a cabeceira do reservatório do Passo Real, passando pelos alagues de Itaúba e Maia Filho.
As cobras foram vistas também na região do município de Quinze de Novembro, desde 1959, quando ainda não existia o reservatório do Passo Real. A descrição dos animais é de que eles têm, em média, diâmetros de 30 a 40 centímetros, comprimento que varia entre 9 e 12 metros e uma cor escura, em alguns casos com manchas coloridas (malhadas).
A história de dois homens que trabalhavam na retirada de enormes troncos de árvores às margens do Rio Jacuí, em um trecho próximo à Barragem Itaúba, em Estrela Velha, ilustra os diversos relatos na região. Um deles avisa o amigo de que ali era “lugar de cobra grande”. O outro sorri, duvidando da palavra do ajudante, e continua a lançar ao fogo enormes pedaços de madeira. Sem conseguir ficar de frente para as brasas em virtude do calor emanado, fecha os olhos e abraça um feixe de galhos. Em determinado momento, ele sente suas mãos pegarem algo gelado e deslizante. Estava cara a cara com uma cobra de aproximadamente nove metros.
Paralisado, o operador de máquinas Adilio Pereira da Silva, 53 anos, já não conseguia mais sentir as pernas, muito menos andar. Era presa fácil do animal. Mas ele não estava faminto, nem o atacaria, pois raramente investe contra seres humanos. “Nada pode assustar mais do que isso. Estamos acostumados com cobras pequenas, não com bichos desse gênero”, afirma. Silva, que mora bem próximo ao grande rio, como outros tantos habitantes de Salto do Jacuí e arredores, não tem a menor dúvida de que o antigo mito do minhocão é uma verdade tão absoluta que não merece ser contestada, mas sim remodelada. “Sei de muita gente que viu. Pescadores e pessoas que visitam os reservatórios das barragens sempre comentam conosco”, conta Silva.
Apaixonado pelo Jacuí, Silva é um amante veterano da pescaria. “Evito falar que pesco para não dizerem que é história de pescador”, brinca ele. “Teve um senhor, que morava no interior de Campos Borges, que perdeu a voz do susto que levou quando se deparou com uma delas”, afirma.

Fonte: Gazeta da Serra/Emanuelle Dal-Ri

Saiba mais

Conforme o biólogo Dione Kriese, é muito difícil encontrar sucuris ou jiboias em território gaúcho. “Salvo se tenham sido trazidas de ambientes tropicais para cá”, explica. As espécies não se adaptam ao frio da região sul. “Precisamos pesquisar a procedência dessas informações para confirmá-las com exatidão científica”, justifica. Mesmo assim, Kriese não duvida que possam existir. “Não é comum, mas pode ocorrer dependendo das condições ambientais.”
No continente americano existem quatro espécies de sucuris, das quais três ocorrem no Brasil: sucuri-amarela, sucuri-malhada e sucuri-verde. Esta última é a que chega ao maior comprimento e é a mais conhecida no País. Além de ser a maior serpente das Américas, ela é a segunda maior do mundo, perdendo em tamanho apenas para a píton reticulada (Python reticulatus), da Ásia. Geralmente as lendas sobre as sucuris são relativas à sucuri-verde. A quarta espécie é a sucuri-boliviana (E. beniensis), que vive somente na Bolívia.
A coloração da pele das sucuris varia de acordo com a espécie. A cabeça é triangular, revestida com numerosas escamas pequenas, com pescoço definido, narinas e olhos pequenos localizados no alto da cabeça, permitindo que ela veja com clareza e respire enquanto se desloca na água. Todas as espécies são dependentes de ambientes aquáticos como rios, lagos e brejos, sendo todas excelentes nadadoras. A dentição das sucuris é conhecida como áglifa, porque tem formato cônico e não injeta veneno na vítima. Elas matam por esmagamento, o que provoca asfixia. Atingem em média 5 metros de comprimento, tendo registros de que podem chegar a 11 metros no caso da sucuri-verde.
Fonte: ciencia.hsw.uol.com.br

Veja a matéria completa: Gazeta do Sul

A muda de pele das serpentes

O desenvolvimento de um tegumento com um grau de queratinização mais elevado nos répteis foi um evento importante no processo de independência da água. Os répteis squamatas, em geral, passam por um processo chamado ecdise ou mudança de pele, momento crítico na vida desses animais, porém, necessário para auxiliar no crescimento e na renovação dos tecidos. A forma como se dá a ecdise varia conforme o tipo de tegumento. Por exemplo os lagartos apresentam diferentes formas de desprendimento da pele velha, geralmente em pedaços irregulares, diferente das mudas de serpentes que se desprendem inteiramente (SMITH 1946; ZUG 1993).

No caso das serpentes, a muda é especialmente interessante uma vez que a pele é trocada por inteiro, de uma só vez. Começando pela cabeça, a pele velha vai se soltando e saindo pelo avesso, como se fosse uma meia (veja o vídeo abaixo). Os casos onde isso não ocorre e a muda acontece irregular (muda imperfeita) podem indicar que algo está errado com a saúde do animal. Por isso, nos serpentários a muda das serpentes é um quesito que é bem observado.

Fatores como parasitas externos, dieta e condições físicas do ambiente inadequadas ou outras situações de estresse prejudicam o processo de muda das serpentes. Quando a muda não acontece por completo pode causar problemas no crescimento de novos tecidos ou levar ao “apodrecimento” de algumas regiões do corpo, agravando a saúde do animal.

O processo de muda das serpentes é de fácil reconhecimento, geralmente, o animal apresenta sintomas bem característicos. A cor dos olhos fica azulada ou esbranquiçada e turva prejudicando um pouco a visão do animal. As serpentes diminuem ou suspendem a alimentação neste período, voltando a alimentar-se somente depois que a muda se completa. O comportamento e a agressividade também sofrem alterações. Nos serpentários se evitam manusear as serpentes durante esse período.

Foto: Hugo Fernandes

A periodicidade com que as mudas ocorrem depende do estado de saúde do animal, do seu tamanho e idade e das condições do ambiente onde se encontram. Uma curiosidade que envolve a mudança de pele das cascavéis e que pouca gente sabe está relacionada ao tamanho do seu chocalho. Alguns ditos populares afirmam que cada unidade do chocalho de uma cascavél representa um ano a mais em sua idade, provavelmente tiram essa conclusão depois de observarem que cascavéis mais velhas possuem um chocalho maior, mas o que isso tem a ver com mudança de pele de serpentes? Você sabe como relacionar? Em breve postaremos sobre isso.

Por Gabriela Melo, membro NUROF UFC.

Notícia: Cobra fossilizada com perna escondida

Nova técnica explica evolução das serpentes.

A Eupodophis descouensi fossilizada.

A Eupodophis descouensi fossilizada. Fonte: cienciahoje.pt

Uma nova técnica com aplicação em fósseis ajuda a perceber como é que as serpentes deixaram de ter patas. A tecnologia utiliza raio-X para fazer a reconstrução dos fósseis em três dimensões foi especialmente desenvolvida para analisar amostras planas de tamanho grande. No entanto, é a primeira vez que é usada para estudar fósseis. O estudo vem publicado no «Journal of Vertebrate Paleontology».

O grupo internacional de investigadores, liderado por Alexandra Houssaye, investigadora do Museu Nacional d’Histoire Naturelle em Paris, França, conseguiu detectar uma segunda pata graças a este método. O membro, no fóssil de uma antiga serpente – a Eupodophis descouensi –, com 95 milhões de anos e encontrado há dez anos no Líbano, não era invisível à primeira vista.
A pata tem dois centímetros de longitude e esta unida à pélvis da serpente (que devia medir uns 50 centímetros ao todo). Para o estudo, usaram um potente raio-X, e a equipa incluiu ainda cientistas do Laboratório Europeu de Radiação Síncrotron (ESRF) em Grenoble, França, além do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe (KIT), na Alemanha.

Até à data, foram encontradas muito poucas serpentes fossilizadas que conservem ossos e patas e, por isso, os paleontólogos consideram esta a chave para estudar estes exemplares.
Continue lendo aqui: http://twixar.com/r6UWSU

OBS: Texto em português de Portugal.

formspring.me

Pergunte-nos suas curiosidades ou dúvidas sobre os anfíbios e répteis! http://formspring.me/NUROF

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