Notícia: Crescem relatos de cobras gigantes


Emanuelle Dal-Ri
emanuelle@gazetadosul.com.br

Narrativas a respeito de grandes cobras são cada vez mais comuns na região central do Estado. Desde a década de 50, eram avistados animais gigantes, exclusivamente no reservatório da Hidrelétrica do Passo Real, em Salto do Jacuí. Com o passar do tempo, conforme o assessor da Divisão Sistema Jacuí da CEEE, Ademar Santos da Rosa, eles passaram a migrar também para localidades como Lambedor, no interior de Agudo, até a cabeceira do reservatório do Passo Real, passando pelos alagues de Itaúba e Maia Filho.
As cobras foram vistas também na região do município de Quinze de Novembro, desde 1959, quando ainda não existia o reservatório do Passo Real. A descrição dos animais é de que eles têm, em média, diâmetros de 30 a 40 centímetros, comprimento que varia entre 9 e 12 metros e uma cor escura, em alguns casos com manchas coloridas (malhadas).
A história de dois homens que trabalhavam na retirada de enormes troncos de árvores às margens do Rio Jacuí, em um trecho próximo à Barragem Itaúba, em Estrela Velha, ilustra os diversos relatos na região. Um deles avisa o amigo de que ali era “lugar de cobra grande”. O outro sorri, duvidando da palavra do ajudante, e continua a lançar ao fogo enormes pedaços de madeira. Sem conseguir ficar de frente para as brasas em virtude do calor emanado, fecha os olhos e abraça um feixe de galhos. Em determinado momento, ele sente suas mãos pegarem algo gelado e deslizante. Estava cara a cara com uma cobra de aproximadamente nove metros.
Paralisado, o operador de máquinas Adilio Pereira da Silva, 53 anos, já não conseguia mais sentir as pernas, muito menos andar. Era presa fácil do animal. Mas ele não estava faminto, nem o atacaria, pois raramente investe contra seres humanos. “Nada pode assustar mais do que isso. Estamos acostumados com cobras pequenas, não com bichos desse gênero”, afirma. Silva, que mora bem próximo ao grande rio, como outros tantos habitantes de Salto do Jacuí e arredores, não tem a menor dúvida de que o antigo mito do minhocão é uma verdade tão absoluta que não merece ser contestada, mas sim remodelada. “Sei de muita gente que viu. Pescadores e pessoas que visitam os reservatórios das barragens sempre comentam conosco”, conta Silva.
Apaixonado pelo Jacuí, Silva é um amante veterano da pescaria. “Evito falar que pesco para não dizerem que é história de pescador”, brinca ele. “Teve um senhor, que morava no interior de Campos Borges, que perdeu a voz do susto que levou quando se deparou com uma delas”, afirma.

Fonte: Gazeta da Serra/Emanuelle Dal-Ri

Saiba mais

Conforme o biólogo Dione Kriese, é muito difícil encontrar sucuris ou jiboias em território gaúcho. “Salvo se tenham sido trazidas de ambientes tropicais para cá”, explica. As espécies não se adaptam ao frio da região sul. “Precisamos pesquisar a procedência dessas informações para confirmá-las com exatidão científica”, justifica. Mesmo assim, Kriese não duvida que possam existir. “Não é comum, mas pode ocorrer dependendo das condições ambientais.”
No continente americano existem quatro espécies de sucuris, das quais três ocorrem no Brasil: sucuri-amarela, sucuri-malhada e sucuri-verde. Esta última é a que chega ao maior comprimento e é a mais conhecida no País. Além de ser a maior serpente das Américas, ela é a segunda maior do mundo, perdendo em tamanho apenas para a píton reticulada (Python reticulatus), da Ásia. Geralmente as lendas sobre as sucuris são relativas à sucuri-verde. A quarta espécie é a sucuri-boliviana (E. beniensis), que vive somente na Bolívia.
A coloração da pele das sucuris varia de acordo com a espécie. A cabeça é triangular, revestida com numerosas escamas pequenas, com pescoço definido, narinas e olhos pequenos localizados no alto da cabeça, permitindo que ela veja com clareza e respire enquanto se desloca na água. Todas as espécies são dependentes de ambientes aquáticos como rios, lagos e brejos, sendo todas excelentes nadadoras. A dentição das sucuris é conhecida como áglifa, porque tem formato cônico e não injeta veneno na vítima. Elas matam por esmagamento, o que provoca asfixia. Atingem em média 5 metros de comprimento, tendo registros de que podem chegar a 11 metros no caso da sucuri-verde.
Fonte: ciencia.hsw.uol.com.br

Veja a matéria completa: Gazeta do Sul

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