Notícia: Fiscais ambientais resgatam mais de cem animais silvestres por mês em Manaus


Pessoas flagradas com animais da fauna brasileira estão sujeitas a multa de R$ 5 mil e dois anos de prisão

Manaus: Até setembro deste ano 909 animais já foram apreendidos ou resgatados na capital do Amazonas, uma média de 101 por mês, segundo estatísticas do Batalhão Ambiental da Policia Militar do Amazonas e do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

Dentre os animais resgatados, a maioria foi composta por tartarugas, tracajás, serpentes, jacarés e bichos-preguiça. Até julho deste ano, as apreensões nesta capital eram feitas pelo Ibama, sendo esta atividade agora de responsabilidade do Ipaam.

Apreensão de quelônio em operação do Batalhão Ambiental da Polícia Militar do Amazonas. Foto: Coronel Flávio Diniz/PM-AM

Apreensão de quelônio em operação do Batalhão Ambiental da Polícia Militar do Amazonas. Foto: Coronel Flávio Diniz/PM-AM

Os animais resgatados são direcionados aos dois Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) presentes na cidade, onde recebe avaliação clínica e são reabilitados para retorno a natureza. Quando a reintrodução não é possível, eles são encaminhados ao zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs), do Exército ou à mantenedores de fauna silvestre.

Criar animais silvestres em cativeiro rende multa de até R$ 5 mil. Foto: Flávio Diniz/PM-AM

Criar animais silvestres em cativeiro rende multa de até R$ 5 mil. Foto: Flávio Diniz/PM-AM

Reabilitação:

Segundo Ibama e Batalhão Ambiental, nem todos os animais são devolvidos a natureza, pois é necessário saber de onde ele veio, no caso de quelônios até a calha do rio de onde o animal é oriundo deve ser conhecida. O que determina a volta do animal à vida livre é o seu desempenho e reabilitação, pois longos períodos de cativeiro dificultam sua reintrodução. Outro problema são os predadores de topo da cadeia alimentar, pois deve-se conhecer bem o local de soltura para não ocorrer desequilíbrio.

Soltura de quelônio por policial ambiental. Foto: Flávio Diniz/PM-AM

Soltura de quelônio por policial ambiental. Foto: Flávio Diniz/PM-AM

Crime:

“A cultura de se alimentar de quelônios é muito presente no Norte. O crime não é consumir, mas tirar o animal de seu habitat natural e comercializá-lo”, segundo Flávio Diniz, sobre o hábito que o nortista tem de comer tartaruga.

O veterinário do Ibama, Diogo Lagroteria, aponta a falta de informação sobre a legislação ambiental a levar pessoas a criar ilegalmente animais silvestres no quintal de residências. “A natureza e os animais são bens de todos. Ninguém pode se apropriar de algo que é de todos. Essa consciência é uma questão de cidadania”.

A comercialização e criação de animais silvestres é crime previsto por lei. Quem for flagrado com animais silvestres pode receber multa de até R$ 5 mil e ser preso por até dois anos.

Noticia sintetizada a partir de Portal Amazônia.com

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