Uma nova espécie de “cobra-de-duas-cabeças” foi descoberta na Caatinga!

As anfisbenas, popularmente conhecidas como “cobra-de-duas-cabeças”, são répteis pertencentes ao grupo dos Squamatas junto com as cobras e os lagartos. Esses animais possuem hábitos fossoriais, sendo assim difíceis de serem visualizados normalmente. Porém em época de chuvas costumam sair do solo devido a este ficar alagado (Se interessou? Leia mais sobre no texto: Quem são as cobras-de-duas-cabeças? Cobras de duas cabeças?).

Devido sua dificuldade de detecção, durante muito tempo esses animais foram pouco amostrados em coletas, principalmente nas regiões da Caatinga, Cerrado e Chaco. Até a década de 90, existiam apenas nove espécies registradas para a Caatinga. Entre 1991 e 2017 foram registradas mais 13 espécies para a região.

Esse ano, Ribeiro e colaboradores, pesquisadores vinculados ao Museu de Fauna da Caatinga localizado no Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina, Pernambuco, identificaram oito indivíduos que não pareciam pertencer a nenhuma espécie conhecida. Essa nova espécie foi chamada de Amphisbaena kiriri e foi descrita esse ano. Agora possuímos 23 espécies de Anfisbenas na Caatinga!

Amphisbaena kiriri (Fonte: http://ricardobanana.com.br)

Amphisbaena kiriri (Fonte: http://ricardobanana.com.br)

Para maiores informações segue o link do artigo:

https://www.researchgate.net/publication/325069459_A_New_Species_of_Amphisbaena_from_Northeastern_Brazil_Squamata_Amphisbaenidae

Referencias:

RIBEIRO, Leonardo B.; GOMIDES, Samuel C.; COSTA, Henrique C. A New Species of Amphisbaena from Northeastern Brazil (Squamata: Amphisbaenidae). Journal of Herpetology, v. 52, n. 2, p. 234-241, 2018.

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A “mãe de todos os lagartos”

 

O surgimento dos Squamata, grupo das serpentes e dos lagartos, é retratado como um assunto complexo e  controverso pela comunidade científica e, embora seja um dos grupos mais diversos e distribuídos, tem-se poucas informações sobre sua origem evolutiva e sobre como ele se tornou o que é hoje. Um fóssil que foi encontrado há cerca de 20 anos nos alpes italianos levantou suspeitas de ser um parente dos Squamata atuais e após um estudo publicado na revista Nature, está sendo chamado de a “mãe dos lagartos” pelos cientistas por se tratar do fóssil de uma espécie primitiva, Megachirella wachtleri (figura 1) , que viveu há  240 milhões de anos, do qual os lagartos e serpentes teriam evoluído. Esse é o fóssil mais antigo já encontrado relacionado a todos os Squamata da atualidade, mudando a percepção sobre o surgimento do primeiro lagarto para  75 milhões de anos antes do que se pensava atualmente.

MEGACHIRELLA

Figura 1.Esta foto de folheto recebida através do site da Nature em 28 de maio mostra uma cena de vida na região das Dolomitas, no norte da Itália, há cerca de 240 milhões de anos, com Megachirella wachtleri caminhando pela vegetação.(Foto: Davide Bonadonna, AFP / Getty Images)
Fonte: https://www.nature.com/articles/s41586-018-0093-3

 

MEGACHIRELLA Fóssil

Figura 2. Fóssil da espécie Megachirella wachtleri. Fonte: https://www.theguardian.com/science/2018/may/30/worlds-oldest-lizard-fossil-forces-rethink-of-reptile-family-tree

O vídeo abaixo traz mais informações sobre o assunto:

 

Referências:

Publicação na Nature: https://www.nature.com/articles/s41586-018-0093-3 >Acesso em:09/06/2018

Matéria da National Geographic: https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2018/06/fossil-de-lagarto-mais-velho-do-mundo-encontrado-e-por-que-isso-e-importante  >Acesso em:09/06/2018

Coletiva de imprensa dos autores para a University of Alberta – Canadá: https://www.ualberta.ca/science/science-news/2018/may/scientists-discover-worlds-oldest-lizard-fossil >Acesso em:09/06/2018

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