Vermes de lagartos e seus efeitos negativos na reprodução

Estudos sobre os endoparasitas de lagartos têm se tornado cada vez mais comuns na literatura científica nacional. De fato, vários grupos de pesquisa têm investido seus esforços na parasitologia de répteis, produzindo informação sobre quem são seus parasitas e quais suas taxas de prevalência e intensidades de infecção (Anjos, 2011; Ávila et al., 2012). Contudo, poucas pesquisas se debruçaram sobre os efeitos deletérios que o parasitismo pode causar à reprodução dos hospedeiros.

Recentemente, um artigo publicado na revista científica Journal of Parasitology da sociedade americana de parasitologia, trouxe importantes contribuições neste sentido. Neste trabalho, desenvolvido junto a colaboradores do NUROF-UFC, os autores avaliam a relação entre a carga parasitária de helmintos e o investimento reprodutivo de fêmeas do lagarto Tropidurus hispidus (Figura 1).

Tropidurus_hispidus_femea_DanielPassosFigura 1. Fêmea adulta de Tropidurus hispidus. Fotografia de Daniel Passos.

Entre os principais resultados, foi descoberto que a alocação reprodutiva das fêmeas foi negativamente correlacionada com a intensidade de infecção (Galdino et al., 2014). Em outras palavras, existem indícios que o parasitismo por helmintos realmente tem consequências negativas para a reprodução dos lagartos.

Embora as causas diretas dos efeitos negativos do parasitismo ainda não sejam bem conhecidas, a explicação desta relação pode residir no fato dos helmintos consumirem nutrientes de seus hospedeiros, consequentemente diminuindo suas reservas energéticas. Assim, como as fêmeas de lagartos usam a energia acumulada na forma de gordura para produzir suas ninhadas, o parasitismo de forma geral pode reduzir seu investimento reprodutivo.

Para acessar os demais resultados, leia o artigo completo que pode ser obtido em: Journal of Parasitology, 100(6):864-867.

 

Por: Daniel Passos, membro do NUROF-UFC

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANJOS, L. A. 2011. Herpetoparasitology in Brazil: what we know about endoparasites, how much we still do not know? Neotropical Helminthology, 5: 107-111.

ÁVILA, R. W.; ANJOS, L. A.; RIBEIRO, S. C.; MORAIS, D. H.; SILVA, R. J. & ALMEIDA, W. O. 2012. Nematodes of lizards (Reptilia: Squamata) from Caatinga biome, northeastern Brazil. Comparative Parasitology, 79: 56-63.

GALDINO, C. A. B.; ÁVILA, R. W.; BEZERRA, C. H.; PASSOS, D. C.; MELO, G. C. & ZANCHI-SILVA, D. 2014. Helminths infection patterns in a lizard (Tropidurus hispidus) population from a semiarid Neotropical area: associations between female reproductive allocation and parasite loads. Journal of Parasitology, 100: 864-867.

Lagartos com duas caudas: causas e consequências

A cauda desempenha um importante papel na locomoção dos lagartos, equilibrando o corpo durante o deslocamento (Ballinger, 1973). Entretanto, como a autotomia caudal é um comportamento defensivo amplamente empregado por diversas espécies, a regeneração da cauda constitui um processo essencial para estes animais (saiba mais sobre autotomia lagartos em: “Vão-se os anéis, ficam-se os dedos”).

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Figura 1. Macho adulto de Notomabuya (previamente Mabuya) frenata com bifurcação caudal. Fotografia de Davor Vrcibradic.

Os lagartos têm uma incrível capacidade de reparar diversos tipos de tecidos corpóreos, incluindo musculares, ósseos e neuronais, além da notável habilidade de regenerar suas caudas (Alibardi, 2010). Apesar disto, existe um extenso número de registros de caudas múltiplas em lagartos, principalmente caudas bífidas (Figura 1). Estas anormalidades morfológicas são geralmente atribuídas a falhas durante o processo de regeneração e têm sido reportadas para membros de diversas famílias de lagartos, tais como Anguidae, Gekkonidae, Phrynosomatidae, Phyllodactylidae, Polychrotidae, Scincidae, Teiidae e Tropiduridae.

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Figura 2. Fêmea ovígera adulta de Tropidurus semitaeniatus com cauda bifurcada. Fotografia de Luan Pinheiro.

Embora seja registrado em várias espécies, este fenômeno parece ser realmente raro entre os indivíduos de uma dada população, como reportado para Notomabuya frenata (Figura 1) e Psychosaura macrorhyncha, nos quais a frequência de caudas bifurcadas foi menor que 2% (Vrcibradic & Niemeyer, 2013). Por outro lado, um estudo recente apresentou evidências contrárias à expectativa de que estas anomalias seriam deletérias aos seus portadores, demonstrando que indivíduos com caudas múltiplas podem sobreviver, crescer e inclusive se reproduzir, conforme evidenciado em Tropidurus semitaeniatus (Passos et al., 2013; Figura 2).

Por: Daniel Passos, membro do NUROF-UFC

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALIBARDI, L. 2010. Morphological and cellular aspects of tail and limb regeneration in lizards. Springer-Verlag Berlin Heidelberg, 109 p.

BALLINGER, R. E. 1973. Experimental evidence of the tail as a balancing organ in the lizard Anolis carolinensis. Herpetologica, 29: 65-66.

PASSOS, D.C; PINHEIRO, L.T.; GALDINO, C.A.B. & ROCHA, C.F.D. 2014. Tropidurus semitaeniatus (Calango de Lagedo). Tail bifurcation. Herpetological Review, 45: 138.

VRCIBRADIC, D. & NIEMEYER, J. 2013. Mabuya frenata, M. macrorhyncha. Tail bifurcation. Herpetological Review, 44: 510-511.

Consumo de frutos pela Tijubina da Caatinga

A “Tijubina da Caatinga” já foi alvo de outro texto aqui no blog do NUROF-UFC (leia “Tijubina: o calanguinho do sertão”), mas esta postagem tem como objetivo divulgar uma recente descoberta sobre a espécie, o consumo de frutos. Em um artigo recém-publicado na revista alemã SALAMANDRA – German Journal of Herpetology, pesquisadores da Universidade Federal do Ceará, entre eles três membros do NUROF-UFC, registraram o consumo de frutos do “Melão de São Caetano” (Momordica charantia; Figura 1) pela “Tijubina da Caatinga” (Ameivula ocellifera; Figura 2).

momordicaFigura 1. Frutos do “Melão de São Caetano”, detalhe para as sementes suculentas. Fotografias de Daniel Passos.

Embora a maioria dos lagartos da família Teiidae sejam carnívoros, o consumo de frutos já havia sido registrado para os gêneros Ameiva (Vitt & Colli, 1994), Cnemidophorus (Vitt et al., 1997), Kentropyx (Vitt et al., 2001), e principalmente para Tupinambis (Williams et al., 1993; Mercolli & Yanosky, 1994; Castro & Galetti, 2004). Nesta pesquisa, os autores reportaram, pela primeira vez, a ocorrência de frugivoria intencional em Ameivula ocellifera (Figura 2).

Ameivula_ocellifera_DanielPassos (1)Figura 2. Indivíduo adulto de uma “Tijubina” (Ameivula ocellifera). Fotografia de Daniel Passos.

Segundo a pesquisa, a frequência de ingestão de sementes (que ocorreu em 25% dos indivíduos analisados) e a participação das sementes na dieta (até 100% do volume de alimento ingerido) evidenciaram que o consumo de “Melão de São Caetano” pela “Tijubina” não se tratava de um evento meramente ocasional (Passos et al., 2013). Além disso, os pesquisadores observaram indivíduos mordiscando e lambendo frutos maduros abertos, reforçando a íntima interação entre os lagartos e as plantas.

De acordo com os resultados, o “Melão de São Caetano” pode constituir um importante recurso alimentar para as “Tijubinas”, complementando sua dieta primariamente insetívora especialmente na estação seca, quando a disponibilidade de presas é mais baixa (Passos et al., 2013). Para acessar gratuitamente a publicação original, entre no site da revista SALAMANDRA – German Journal of Herpetology. Para conhecer mais sobre as “Tijubinas”, leia também: “Os lagartos com cauda de chicote“.

Por: Daniel Passos, membro do NUROF-UFC

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CASTRO, E. R. & GALETTI, M.. 2004. Frugivoria e dispersão de sementes pelo lagarto teiú Tupinambis merianae (Reptilia: Teiidae). Papéis Avulsos de Zoologia, 44: 91–97.

MERCOLLI, C. & YANOSKY A. A. 1994. The diet of adult Tupinambis teguixin (Sauria: Teiidae) in the eastern chaco of Argentina. Herpetological Journal, 4: 15–19.

PASSOS, D.C.; ZANCHI, D.; SOUZA, I. H. B.; GALLÃO, M. I. & BORGES-NOJOSA, D. M. 2013. Frugivory of Momordica charantia (Cucurbitaceae) by Ameivula ocellifera (Squamata: Teiidae) in a coastal area of northeastern Brazil. Salamandra, 49: 234-236.

VITT, L. J. & COLLI G. R. 1994. Geographical ecology of a neotropical lizard: Ameiva ameiva (Teiidae) in Brazil. Canadian Journal of Zoology, 72: 1986–2008.

VITT, L. J.; P. A. ZANI; J. P. CALDWELL; M. C. ARAÚJO & MAGNUSSON W. E. 1997. Ecology of whiptail lizards (Cnemidophorus) in the Amazon region of Brazil. Copeia, 1997: 745–757.

VITT, L. J.; S. S. SARTORIUS; T. C. S. ÁVILA-PIRES & ESPOSITO, M. C. 2001. Life at the river’s edge: ecology of Kentropyx altamazonica in Brazilian Amazonia. Canadian Journal of Zoology, 79: 1855–1865.

WILLIAMS, J. D.; O. E. DONADIO & RÉ I. 1993: Notas relativas a la dieta de Tupinambis rufescens (Reptilia: Sauria) del noroeste argentino. Neotropica, 39: 45–51.

Comportamentos aquáticos em Tropidurus jaguaribanus

Algumas espécies de lagartos são bem conhecidas pelos seus comportamentos aquáticos, por exemplo as “Iguanas Marinhas” e os “Lagartos Jesus Cristo”. Além destes exemplos mais famosos, diversas outras espécies de lagartos, consideradas semi-aquáticas, também apresentam habilidades de nadar e mergulhar (e.g. Neusticurus sp. – Vitt et al., 1998, Uranoscodon sp.– Howland et al., 1990 e Dracaena sp. – Mesquita et al., 2006). Por outro lado, a ocorrência destes comportamentos é rara entre espécies tipicamente terrícolas.

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Figura 1. Indivíduo adulto de Tropidurus jaguaribanus termorregulando sobre uma pequena ilha de rocha, às margens de um açude no sertão do Ceará. Fotografia de Daniel Passos.

Apesar de inesperado, recentemente foi publicado na revista científica Herpetologia Brasileira, o registro de comportamentos aquáticos em Tropidurus jaguaribanus (Figura 1). Os resultados provêm das pesquisas realizadas por biólogos do Núcleo Regional de Ofiologia da Universidade Federal do Ceará, que investigam a biologia dos répteis e anfíbios do Ceará.

Esta é mais uma contribuição à Ciência proveniente dos estudos sobre o calango de lajeiro Tropidurus jaguaribanus, espécie endêmica da Caatinga, descrita em 2011 por membros do NUROF-UFC. Desta vez, os pesquisadores registraram e descreveram os comportamentos de natação (Vídeo 1), mergulho e flutuação na espécie (Passos et al., 2013).

Vídeo 1. Indivíduo adulto de Tropidurus jaguaribanus nadando. Note que os membros anteriores e posteriores, de lados opostos, se movimentam simultaneamente. Imagens de Daniel Passos.

Os autores observaram que Tropidurus jaguaribanus executa comportamentos aquáticos mais frequentemente do que esperado para um lagarto tipicamente terrícola e sugerem que estas habilidades possam contribuir para os indivíduos fugirem de seus predadores e se dispersarem para outras áreas (Passos et al., 2013).

A publicação completa com a descrição detalhada dos comportamentos pode ser acessada gratuitamente em: Tropidurus jaguaribanus (Squamata, Tropiduridae): diving, swimming, and floating behaviors”. Para saber mais sobre a espécie, acesse também: “Nova espécie de lagarto é descoberta no sertão cearense”, “A importância da descoberta de uma nova espécie de lagarto para Caatinga” e “Recentes contribuições à biologia do calango-de-lajeiro Tropidurus jaguaribanus.

Por: Daniel Passos, membro do NUROF-UFC

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

HOWLAND, J. M.; VITT, L. J. & Lopez, P. T. 1990. Life on the edge: The ecology and life history of the tropidurine iguanid lizard Uranoscodon superciliosumCanadian Journal of Zoology, 68:1366-1373.

MESQUITA, D. O.; COLLI, G. R.; COSTA, G. C.; FRANÇA, F. G. R.; GARDA, A. A. & PÉRES-JUNIOR, A. K. 2006. At the water’s edge: Ecology of semiaquatic teiids in Brazilian AmazonJournal of Herpetology, 40:221-229.

PASSOS, DC; ZANCHI, D & LIMA, D. C. 2013. Tropidurus jaguaribanus (Squamata, Tropiduridae): diving, swimming, and floating behaviors. Herpetologia Brasileira, 2(3):63-65.

VITT, L. J.; ZANI, P. A.; ÁVILA-PIRES T. C. S. & ESPÓSITO, M. C. 1998. Geographical ecology of the gymnophthalmid lizard Neusticurus ecpleopus in the Amazon rain forestCanadian Journal of Zoology, 76:1671-1680.

Clipagem: Cnemidophorus, os lagartos com cauda de chicote

A equipe do Blog do Nurof – UFC tem o prazer de compartilhar o texto do nosso colunista Daniel Passos, no site de divulgação herpetológica herpeto.org.

Em sua coluna mensal, Daniel escreve sobre a Ecologia e História Natural dos lagartos brasileiros e neste mês ele apresenta os lagartos do gênero Cnemidophorus. Vale a pena conferir!

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“Estes lagartos pertencem à família Teiidae, que tem grande representatividade na herpetofauna americana, com cerca de 150 espécies formalmente descritas (Uetz & Hošek, 2013). No Brasil, ocorrem 35 espécies de teiídeos, 15 das quais são lagartos com cauda de chicote. ”

Acesse o texto completo aqui.

Herpetofauna da Caatinga: novo lagarto “Teiú” é descoberto na Caatinga

Uma pesquisa recém-publicada na revista Check List revelou a ocorrência inédita de uma nova espécie de lagarto “Teiú” para a Caatinga. Até então, se conhecia apenas uma única espécie de “Teiú” para o bioma (Salvator merianae). Entretanto, neste novo estudo, a ocorrência de Tupinambis teguixin (Figura 1) também foi confirmada (Passos et al. 2013).

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Figura 1. Indivíduo adulto de Tupinambis teguixin. Fotografia de Daniel Passos.

A pesquisa foi fruto da parceria entre pesquisadores de três universidades brasileiras (Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA e Universidade Federal do Ceará – UFC) e conta com a participação de dois membros do NUROF-UFC.

A descoberta ocorreu no início de 2013 quando Frede Lima-Araujo e Ana Carolina Brasileiro Melo, graduandos em Biologia pela UVA, faziam registros fotográficos da fauna do município de Groaíras-Ceará. À primeira vista, os indivíduos fotografados pareciam com o “Tejo” comum. No entanto, ao analisar as fotos cuidadosamente, o pesquisador-colaborador do NUROF-UFC, Daniel Passos, percebeu que se tratava de outra espécie de “Teiú”. Mas qual seria, se na Caatinga só existia uma? Seria uma nova espécie ainda não registrada para o bioma? Poderia ser uma nova espécie ainda não descrita?

Para responder a essa charada, era necessário mais do que apenas fotografias. A resposta definitiva só veio em Abril, quando os autores do trabalho foram a campo e coletaram espécimes para determinar precisamente sua identificação taxonômica. Após medições do corpo, contagem de escamas e análise da coloração, os pesquisadores concluíram que se tratava de uma espécie ainda sem registro para a Caatinga, Tupinambis teguixin ou “Tejo d’água” (Figura 2), como é popularmente conhecido no sertão do Ceará.

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Figura 2. Tupinambis teguixin às margens do Rio Acaraú, no município de Groaíras, CearáFotografia de Daniel Passos.

O lagarto Tupinambis teguixin é a maior espécie do gênero, podendo alcançar mais de um metro de comprimento total (Harvey et al., 2012). Esta espécie, de hábitos terrícolas e diurnos, habita paisagens abertas e florestais de vários países da América do Sul (Ávila-Pires, 1995). Porém, no Brasil, sua ocorrência só era registrada para a Floresta Amazônica e para o Cerrado.

O trabalho recém-publicado ampliou a compreensão sobre a distribuição geográfica de Tupinambis teguixin, apresentando o primeiro registro de ocorrência da espécie na Caatinga. Este achado constitui mais uma importante contribuição do NUROF-UFC para o conhecimento da herpetofauna da Caatinga, reforçando a escassez de informações sobre a biodiversidade de diversas áreas do bioma e a necessidade de pesquisas adicionais em regiões ainda inexploradas.

O artigo na íntegra pode ser acessado gratuitamente clicando aqui.

Leia também: A importância da descoberta de uma nova espécie de lagarto para Caaatinga.

Por: Daniel Passos, membro do NUROF-UFC

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ÁVILA-PIRES, T.C.S. 1995. Lizards of Brazilian Amazonia (Reptilia: Squamata). Zoologische Verhandelingen Leiden 299: 1-706.

HARVEY, M.B.; G.N. UGUETO & R.L. GUTBERLET JR. 2012. Review of Teiid Morphology with a Revised Taxonomy and Phylogeny of the Teiidae (Lepidosauria: Squamata). Zootaxa 3459: 1-156.

PASSOS, D.C.; LIMA-ARAUJO, F.; MELO, A.C.B. & BORGES-NOJOSA, D.M. 2013 New state record and distribution extension of the golden tegu Tupinambis teguixin (Linnaeus 1758) (Squamata: Teiidae) to the Caatinga biome, northeastern Brazil. Check List 9:1524-1526.

Clipagem: Tropidurus, os calangos mais populares do Brasil

Nesta postagem, apresento-lhes os lagartos mais popularmente conhecidos no Brasil, os famosos Tropidurus (Figura 1). De fato, há uma grande probabilidade de que o caro leitor tenha visto, pelo menos uma vez na vida, algum membro deste grupo de lagartos, que são comumente chamados no Brasil de “calangos”.

 Figura 1. Aspecto geral de um calango da fauna brasileira (Tropidurus montanus).

Figura 1. Aspecto geral de um calango da fauna brasileira (Tropidurus montanus).

A família Tropiduridae constitui um dos taxa de lagartos neotropicais com o maior número de espécies descritas (Torres-Carvajal, 2004). No Brasil, ocorrem 39 espécies de tropidurídeos, 18 das quais pertencem ao gênero Tropidurus. O gênero compreende espécies amplamente distribuídas na América do Sul, ocorrendo abundantemente tanto em paisagens naturais como em ambientes antrópicos (Carvalho, 2013). Atualmente, o gênero é subdividido em quatro grupos de espécies: T. bogertiT. semitaeniatus, T. spinulosus e T. torquatus (Frost et al., 2001). Destes, o grupo T. bogerti não ocorre no Brasil e o grupo T. spinulosus é representado no país por apenas uma espécie (T. guarani). Por isso, focaremos aqui nos demais grupos, que apresentam espécies de maior representatividade no Brasil.

Para ler o texto completo e conhecer mais sobres os Tropidurus acesse: herpeto.org!

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