Um lagarto corajoso do olho maior que a barriga

O lagarto Tropidurus torquatus, de ampla distribuição nas áreas abertas do Brasil (RODRIGUES, 1987), é um predador diurno que geralmente usa o comportamento de “senta-e-espera” para se alimentar de suas presas, indo algumas das vezes atrás da sua presa de forma ativa (TEIXEIRA; GIOVANELLI, 1998)(FIGURA 01). T. torquatus se alimenta principalmente de formigas, mas também ingere frequentemente besouros, abelhas, cupins e aranhas, bem como flores e frutos (TEIXEIRA; GIOVANELLI, 1998; CARVALHO et al. 2007).

Carlos Cândido - T. torquatus

Figura 01. Tropidurus torquatus, uma espécie de lagarto de ampla distribuição nas áreas abertas do Brasil. Fonte: Carlos Cândido, Biólogo.

Porém, em 2014, um Tropidurus torquatus de porte grande foi visto tentando se alimentar de uma falsa-coral (Phalotris matogrossensis), no município de Poconé, no estado de Mato Grosso (SANTOS et al., 2017)(FIGURA 02). Essa serpente possui hábitos noturnos e habita áreas abertas e galerias subterrâneas do sudoeste do Brasil ao oeste do Paraguai (LEYNAUD; BUCHER, 1999 apud LEMA; D’AGOSTINI; CAPPELARI, 2005; VANZOLINI, 1948 apud LEMA; D’AGOSTINI; CAPPELARI, 2005), e se alimenta de invertebrados, sapos, anfisbenas e lagartos (BERNARDE; MACEDO, 2006 apud SANTOS et al., 2017; SOUZA, 2014 apud SANTOS et al., 2017), justamente o tipo de animal que a levou a morte.

Pedro Guilherme - T. torquatus 2

Figura 02. O corajoso Tropidurus torquatus e sua predadora Phalotris matogrossensis, que praticamente virou sua presa. Fonte: Pedro Guilherme Alves Rodrigues, coautor da publicação original, presente no periódico Herpetology Notes.

Segundo Santos et al. (2017), o lagarto correu atrás da falsa-coral, que não percebeu sua presença, e a abocanhou e balançou vigorosamente até que a mesma falecesse. Porém, foi só depois disso que o lagarto notou que a mesma não seria um alimento adequado, e a soltou. Os autores sugerem que o lagarto possivelmente soltou a serpente porque percebeu que ela era grande demais e não conseguiria comê-la.

Apesar de ter sido a primeira vez que se é registrado formalmente que T. torquatus se alimenta de serpentes na natureza, já havia sido descrito que a espécie se alimenta de vertebrados de pequeno porte, como outros lagartos (TEIXEIRA; GIOVANELLI, 1998). Outra espécie de seu gênero, Tropidurus hispidus, também já foi observada se alimentando de pequenos vertebrados, como sapos (VITT et al., 1996), outros indivíduos de T. hispidus (SALES et al., 2011) e até mesmo pássaros (GUEDES et al., 2017). Por isso, Santos et al. (2017) supõem que seja possível que outras espécies de Tropidurus de maior porte também se alimentem de pequenas serpentes. Qual será o próximo lagarto corajoso que iremos encontrar?

Para saber mais detalhes sobre o fato, e para ver as imagens com melhor qualidade, você pode consultar o artigo original aqui.

Texto escrito por Thaís Abreu, bolsista de extensão do NUROF-UFC.

REFERÊNCIAS

BERNARDE, P. S.; MACEDO-BERNARDE, L. C. Phalotris matogrossensis (False coral snake). Diet. Herpetological Review, v. 37, p. 234, 2006.

CARVALHO, André L. G. de; SILVA, Hélio R. da; ARAÚJO, Alexandre F. B. de; ALVES-SILVA, Ricardo; SILVA-LEITE, Roberta R. da. Feeding ecology of Tropidurus torquatus (Wied)(Squamata, Tropiduridae) in two areas with different degrees of conservation in Marambaia Island, Rio de Janeiro, Southeastern Brazil. Revista Brasileira de Zoologia, v. 24, n. 1, p. 222-227, 2007.

GUEDES, Thaís; MIRANDA, Fernanda; MENESES, Luciano; PICHORIM, Mauro; RIBEIRO, Leonardo. Avian predation attempts by Tropidurus hispidus (Spix, 1825)(Reptilia, Squamata, Tropiduridae). Herpetology Notes, v. 10, p. 45-47, 2017.

LEMA, T. de; D’AGOSTINI, F.; CAPPELLARI, L. Nova espécie de Phalotris, redescrição de P. tricolor e osteología craniana (Serpentes, Elapomorphinae). Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, v. 95, p. 65-78, 2005.

LEYNAUD, Gerardo C.; BUCHER, Enrique H. La fauna de serpientes del Chaco sudamericano: diversidad, distribución geográfica y estado de conservación. Academia Nacional de Ciencias, v. 98, 1999.

RODRIGUES, Miguel Trefaut. Sistemática, ecologia e zoogeografia dos Tropidurus do grupo torquatus ao sul do Rio Amazonas (Sauria, Iguanidae). Arquivos de Zoologia, v. 31, n. 3, p. 105-230, 1987.

SALES, Raul Fernandes Dantas de; Jorge, Jaqueiuto da Silva; RIBEIRO, Leonardo Barros; FREIRE, Eliza Maria Xavier. A case of cannibalism in the territorial lizard Tropidurus hispidus (Squamata: Tropiduridae) in Northeast Brazil. Herpetology Notes, v. 4, p. 265-267, 2011.

SANTOS, Arthur de Sena; MENESES, Afonso Santiago de Oliveira; HORTA, Gabriel de Freitas; RODRIGUES, Pedro Guilherme Alves; BRANDÃO, Reuber Albuquerque. Predation attempt of Tropidurus torquatus (Squamata, Tropiduridae)on Phalotris matogrossensis (Serpentes, Dipsadidae). Herpetology Notes, v. 10, p. 341-343, 2017.

SOUZA, Dianne Cassiano de; MORAIS, Drausio Honório; SILVA, Reinaldo José da. Phalotris matogrossensis (Mato Grosso burrowing snake) diet. Herpetological Review, p. 712, 2014.

 TEIXEIRA, R. L.; GIOVANELLI, M. Ecology of Tropidurus torquatus (Sauria: Tropiduridae) of a sandy coastal plain of Guriri, São Mateus, ES, southeastern Brazil. Revista Brasileira de Biologia, v. 59, n. 1, p. 11-18, 1999.

VANZOLINI, Paulo Emílio. Notas sobre os ofídios e lagartos da Cachoeira de Emas, no município de Pirassununga, Estado de São Paulo. Revista Brasileira de Biologia, v. 8, n. 3, p. 377-400, 1948.

VITT, Laurie J.; ZANI, Peter A.; CALDWELL, Janalee P. Behavioural ecology of Tropidurus hispidus on isolated rock outcrops in Amazonia. Journal of Tropical Ecology, v. 12, n. 1, p. 81-101, 1996.

 

Notícia: Nova espécie de sapo recebe nome em homenagem à banda Pink Floyd

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Pesquisadores brasileiros descreveram recentemente uma nova espécie de sapo, que recebeu seu nome inspirado na famosa banda britânica Pink Floyd. A espécie recebeu o nome de Brachycephalus darkside (FIGURA 01), em homenagem ao álbum “The Dark Side of the Moon”, lançado em 1970 pela banda.

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FIGURA 01. Fotografias de Brachycephalus darkside, mostrando uma fêmea (A) e um macho (B) da espécie. Fonte: GUIMARÃES et al., 2017.

Essa escolha não foi feita só pelo gosto musical dos pesquisadores. A espécie descrita possui manchas nas costas causadas pela presença de um tecido conjuntivo de cor preta que cobre toda a musculatura dorsal do animal (FIGURA 01). Por esse motivo, esse lado escurecido do anfíbio deu a ideia para a escolha do nome “darkside”. Segundo a pesquisadora, Carla Silva Guimarães, o nome da espécie é muito importante para divulgar o local de pesquisa e o grupo de pesquisadores, bem como promover o Museu de Zoologia e o Departamento de Biologia Animal da Universidade Federal de Viçosa, instituição na qual a pesquisa estava vinculada.

B. darkside foi encontrado na floresta atlântica da Serra do Brigadeiro (MG), o tipo de floresta no qual o gênero Brachycephalus é endêmico. O gênero possui 31 espécies descritas, e cerca de 30% foram descritas nos últimos três anos, o que indica que a diversidade do gênero ainda está sendo descoberta.

Durante os meses secos da pesquisa, de Julho a Setembro, B. darkside foi encontrado escondido profundamente na serrapilheira, enterrado ou entre raízes de árvores (FIGURA 02). Durantes os meses de Outubro a Dezembro, período de atividade de B. darkside, os machos foram encontrados cantando em cima ou abaixo de folhas, e as fêmeas foram encontradas andando sobre a serrapilheira.

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FIGURA 02.  Fotografias do local onde B. darkside foi encontrado, mostrando um macho escondido abaixo de raízes (C) e as raízes onde o macho foi encontrado (D). Fonte: GUIMARÃES et al., 2017.

A cor amarelo-alaranjada brilhante de B. darkside (FIGURA 01), característica do seu gênero, é um tipo de coloração aposemática, que atua como um alerta para predadores, avisando-os que aquele indivíduo provavelmente possui toxinas.

A descoberta foi publicada na revista Zootaxa, em um artigo com o título “The dark side of pumpkin toadlet: a new species of Brachycephalus (Anura: Brachycephalidae) from Serra do Brigadeiro, southeastern Brazil”. A descrição foi embasada por estudos de morfologia, osteologia, histologia e vocalização da espécie. A análise molecular ainda será feita, em outra fase da pesquisa. A autora ainda planeja, em seu doutorado, explicar a origem química e função da pigmentação característica de B. darkside, e o motivo das outras espécies de seu gênero não a possuírem.

Para mais informações, você pode consultar o artigo original aqui, e uma matéria muito interessante publicada sobre a descoberta aqui.

Texto escrito por Thaís Abreu, bolsista de extensão do NUROF-UFC.

REFERÊNCIAS

GUIMARÃES, Carla Silva; LUZ, Sofia; ROCHA, Pedro Carvalho; FEIO, Renato Neves. The dark side of pumpkin toadlet: a new species of Brachycephalus (Anura: Brachycephalidae) from Serra do Brigadeiro, southeastern Brazil. Zootaxa: v. 4258, n. 4, p. 327-344, 2017.

Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UFV. Nova espécie de sapo descrita por pesquisadores da UFV traz referência a grupo de rock. Disponível em: < http://www.ppg.ufv.br/?noticias=nova-especie-de-sapo-descrita-por-pesquisadores-da-ufv-traz-referencia-a-grupo-de-rock>. Acesso em: 20 jun. 2017.

 

Notícia: Descoberta nova espécie de calango na Caatinga

Endêmico do semiárido, na Caatinga baiana, o Tropidurus sertanejo é a mais nova espécie de calango descrita, homenageando os habitantes da região.

O calango tem por volta de 8cm, corpo amarronzado com pequenos pontos e a cabeça numa cor bronze.

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Tropidurus sertanejo. Foto retirada da figura 2 do artigo de Carvalho et al, 2016.

A espécie foi coletada pela primeira vez na década de 90, mas apenas com o advento da genética e da morfologia é que foi possível descrever uma nova espécie. Mais de 70% das espécies desse gênero foram descobertas nos últimos 35 anos.

O artigo que descreve a nova especie de calango do semiarido nordestino foi publicado no periodico American Museum Novitates, e foi conduzido pelo pesquisador Andre Luiz Carvalho em sua tese de doutorado.

Leia a reportagem completa aqui:

http://www.museu-goeldi.br/portal/content/nova-esp-cie-de-calango-descoberta-no-sert-o-nordestino

Consulte o artigo original aqui:

http://www.museu-goeldi.br/portal/sites/default/files/noticias/arquivos/2016_Carvalho_etal_Tropidurus%20sertanejo.compressed.pdf

 

NOTÍCIA: Tuatara é pai aos 111 anos de idade

Uma tuatara de cativeiro na Nova Zelândia se tornou pai com 111 anos de idade, após ter encerrado um tratamento de câncer que o deixava hostil em relação a possíveis companheiras. Já esperavam que a tuatara centenária, chamada Henry, estivesse fora do jogo do acasalamento a muito tempo, quando ele foi visto com outra fêmea (Fig. 1), o que resultaria em 11 filhotes.

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Fig. 1. Henry junto com uma tuatara fêmea. Créditos: Lindsay Hazley

Tuataras são répteis nativos da Nova Zelândia que se assemelham a lagartos mas descendem de uma linhagem distinta de répteis que caminharam com dinossauros a 225 milhões de anos. Henry tinha pelo menos 70 anos de idade quando chegou ao museu. Era um “velho rabugento” que atacava as outras tuataras, incluindo fêmeas, até que um tumor foi removido de seus órgãos genitais em 2002, explica Lindsay Hazley, curadora do Museu. Após o tumor ser removido, Henry não apresentou mais o comportamento agressivo.


FONTE: National Geographic

NOTÍCIA: Descoberta tartaruga ancestral que pode explicar evolução do casco

Um fóssil de 240 milhões de anos pode ser um “elo perdido” na evolução das tartarugas, pois fica entre o Eunotosaurus da África do Sul (260 milhões de anos) e o Odontochelys da China (220 milhões de anos). Conhecido como Pappochelys rosinae ou “Tartaruga avô”, esse animal preenche uma lacuna no registro fóssil da época em que os ancestrais das tartarugas ainda não possuíam a característica que faz com que os membros desse grupo sejam facilmente identificados: seu casco. O estudo do achado, publicado na Nature, traz novas pistas sobre a evolução da carapaça protetora das tartarugas.

Fig.1. Reconstrução da tartaruga primitiva. Créditos: Rainer Schoch

Fig.1. Reconstrução da tartaruga primitiva. Créditos: Rainer Schoch

O Pappochelys (Fig. 1) era um pequeno réptil que parecia muito mais com uma iguana do que com uma tartaruga, mas o esqueleto (Fig. 2) mostra sem dúvidas traços de tartaruga. Além disso, o formato do crânio e as duas aberturas em ambos os lados dele indica que as tartarugas podem estar mais relacionadas com os lepidossauros (serpentes e lagartos, por exemplo) do que com os arcossauros (crocodilos, dinossauros, aves e etc.).

Fig. 2. Esqueleto da tartaruga primitiva. A parte amarela é correspondente ao casco das espécies atuais. Créditos: Rainer Schoch

Fig. 2. Esqueleto da tartaruga primitiva. A parte amarela é correspondente ao casco das espécies atuais. Créditos: Rainer Schoch

Um dos autores da pesquisa, Rainer Schoch, explica que embora essa evolução do casco das tartarugas tenha sido prevista pela pesquisa embrionária hoje, ela nunca tinha sido observada em fósseis, até esse estudo.

Fontes:

IFLS

NBC News

Referência:

Schoch, Rainer R., and Hans-Dieter Sues. “A Middle Triassic stem-turtle and the evolution of the turtle body plan.” Nature (2015).

NOTÍCIA: Sete novas espécies de rãs são descobertas no Brasil.

Sete novas espécies de minúsculas rãs foram descritas para a Mata Atlântica. Garantindo um lugar entre os menores vertebrados do planeta, as coloridas criaturas cabem na unha do dedo humano.

A BRACHYCEPHALUS VERRUCOSUS (FOTO MARCIO PIE CREATIVE COMMONS)
Brachycephalus verrucosus. Foto por Marcio Pie

As espécies descritas no trabalho publicado no dia 4 de Junho na revista peerj medem de 9 a 13mm (milímetros) de comprimento. As rãs pertencem ao gênero Brachycephalus, apelidadas de “sapos abóbora” por apresentar uma coloração alaranjada. São endêmicas da Mata Atlântica vivendo apenas em regiões serranas.

Brachycephalus sp (FOTO MARCIO PIE - CREATIVE COMMONS)Brachycephalus sp. Foto por Marcio Pie

Veja notícia completa em Galileu.


REFERÊNCIA
Ribeiro LF, Bornschein MR, Belmonte-Lopes R, Firkowski CR, Morato SAA, Pie MR. (2015) Seven new microendemic species of Brachycephalus (Anura: Brachycephalidae) from southern Brazil. PeerJ 3:e1011

NOTÍCIA: Como era a primeira serpente?

As serpentes sempre capturaram a imaginação dos homens. Seu corpo longo e sinuoso, reputação assustadora e grande diversidade – mais de 3400 espécies atuais – fazem delas um dos grupos de vertebrados mais populares.  Ainda assim, pouco se sabe sobre como, onde e quando surgiram as serpentes modernas. Contudo, recentemente, um estudo conduzido por Hsiang e colaboradores (2015) da Yale University pode esclarecer algumas dessas questões.

A equipe de Yale analisou o genoma, a anatomia e o registro fóssil de 73 espécies de serpentes e lagartos, vivos e extintos, e propôs que o ancestral das serpentes era noturno, forrageador de emboscada e tinha pequenos membros posteriores, com cotovelos e dedos, de acordo com a pesquisa publicada na revista BMC Evolutionary Biology (Fig. 1).

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Fig.1. Imagem representativa da serpente ancestral. Repare seus minúsculos membros posteriores. Crédito: Julius T. Csotonyi

Ao identificar semelhanças e diferenças entre as espécies, a equipe construiu uma grande árvore genealógica e destacou os principais padrões e características presentes na história evolutiva das serpentes. Os resultados indicam que as serpentes tiveram sua origem na terra, ao invés de ter sido no mar, como se acreditava anteriormente. Essa origem foi por volta de 128,5 milhões de anos atrás, durante o período Cretáceo e provavelmente aconteceu no supercontinente Laurásia. Esse período coincide com o aparecimento de várias espécies de mamíferos e aves na Terra.

A serpente ancestral provavelmente possuía um par de pequenos membros posteriores e predava vertebrados de corpo mole ou invertebrados, que eram relativamente grandes comparados aos animais predados por lagartos naquela época. No entanto, essa serpente não tinha desenvolvido ainda a capacidade de constrição o que poderia lhe permitir predar presas maiores que ela mesma, como acontece nas atuais jiboias. Além disso, enquanto muitos répteis ancestrais eram mais ativos durante o dia, a serpente ancestral era noturna. Hábitos diurnos aparentemente apareceram pela primeira vez nas serpentes no grupo Colubroidea, há 50-45 milhões de anos (Colubroidea é o grupo mais numeroso das serpentes, com 85% de todas as espécies atuais, englobando as populares Corre-campo e Cobra verde, por exemplo).


Fontes:

BioMed Central. “What did the first snakes look like?.” ScienceDaily. ScienceDaily, 19 May 2015.

Phys.org

Referência:

Allison Y Hsiang, Daniel J Field, Timothy H Webster, Adam DB Behlke, Matthew B Davis, Rachel A Racicot, Jacques A Gauthier. The origin of snakes: revealing the ecology, behavior, and evolutionary history of early snakes using genomics, phenomics, and the fossil record.BMC Evolutionary Biology, 2015; 15 (1) DOI: 10.1186/s12862-015-0358-5

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