Resultado da Seleção para bolsistas/voluntários NUROF 2015.2

Resultado Seleção bolsistas/voluntários NUROF 2015.2
1º. Rayana Távora (Classificada)
2º. Rafaela Moura (Classificada)
3º. Yasmim Vieira (Suplente)
Obs: A candidata suplente será convocada, em caso de eventual desistência de uma das classificadas.
A Equipe do NUROF agradece a presença de todos os interessados, entendendo que isto é reflexo da qualidade e seriedade do nosso trabalho.
Os critérios de seleção compreenderam IRA; ocorrência de reprovações no histórico; domínio de idiomas estrangeiros; experiências prévias em laboratórios e projetos; interesse em pesquisa; escolha do tema de seminário, conhecimento e compreensão do tema escolhido e oratória.
Informamos que a não classificação dos demais inscritos não os exclue como potenciais candidatos em nossas futuras seleções, e que serão sempre bem-vindos em visitas ao NUROF.
Atenciosamente,
Profa. Diva Maria Borges Nojosa e Equipe NUROF
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Aprovados na 1ª Fase – Seleção NUROF 2015.2

Informamos que os aprovados na primeira fase foram, de acordo com a colocação:

1ª – Rayane Távora

2ª – Yasmim Vieira

3ª – Jamile Carvalho

4ª – Rafaela Moura

5ª – Gisleyne Pinheiro

Lembramos a todas que a segunda fase será um seminário sobre qualquer tema em herpetologia de 5 a 10 minutos, a partir das 9h do dia 9/10/15 (sexta-feira).

Seleção NUROF 2015.2 – Inscrições Encerradas

Informamos que as inscrições para bolsita/voluntário foram encerradas.

Lembrem de ficarem atentos às próximas datas:

Dia 7/10/15 (quarta) – Entrevista a partir das 9hs, por ordem de chegada.

Dia 9/10/15 (sexta) – Mini-seminário sobre qualquer tema de Herpetologia (5-10min por candidato), a partir das 9hs, por ordem de chegada.

O NUROF fica no bloco 905, no centro de ciências.

Os resultados da seleção serão postados aqui no Blog.

Picadas de cobras e outros bichos – O papel do CEATOX no atendimento a acidentes com animais peçonhentos

Muitas pessoas se perguntam para onde ir quando são picadas por cobra, escorpião ou aranha. Antes de qualquer coisa, cuidados imediatos: lavar o local com água e sabão, pôr o paciente em repouso e oferecer-lhe água a cada hora. Rapidamente, levar o paciente a uma unidade de saúde especializada.

Em Fortaleza, o público dispõe do atendimento do Centro de Assistência Toxicológica (CEATOX), que funciona no primeiro andar do Hospital Instituto Dr. José Frota (IJF), no bairro Centro. O CEATOX recebe e trata casos de acidentes por animais peçonhentos, envenenamentos e intoxicações. O centro funciona em regime de plantão 24 horas, sete dias por semana, orientando sobre as medidas imediatas de socorro às vítimas através do telefone (85) 3255.5050. Os plantonistas do CEATOX também orientam os profissionais de outras unidades de saúde, na capital e no interior. Além do atendimento clínico, o CEATOX registra e organiza dados epidemiológicos sobre intoxicações com fins de pesquisa e aperfeiçoamento das condições de atendimento.

Centro de Assistência Toxicológica (CEATOX). Créditos: Juliana Teófilo / Tribuna do Ceará

Centro de Assistência Toxicológica (CEATOX). Créditos: Juliana Teófilo / Tribuna do Ceará

O CEATOX foi inaugurado em 1984, na gestão do prefeito César Cals Neto, e instalado no endereço em que se encontra até hoje. De 1987 a 2005 foi dirigido pelo médico e professor de toxicologia da UFC, Dr. José Ambrósio Guimarães, que foi capacitado em tratamento de acidentes por animais peçonhentos pelo Instituto Butantan, passando a ministrar cursos e treinamentos sobre o tema para comunidade médica de Fortaleza. Dr. Ambrósio foi fundamental na luta pela visibilidade nacional desse problema de saúde negligenciado, pelo aumento da produção de soros antiofídicos nos anos 80, e pela implantação dos protocolos de tratamento de acidentes por animais peçonhentos no CEATOX e no Centro de Informação e Assistência Toxicológica do Hospital Geral de Fortaleza (CIAT-HGF).

Atualmente o CEATOX é coordenado pela Dra. Polianna Lemos, médica nefrologista, pós-graduada em Ciências Médicas pela UFC (dissertação com tratamento de acidentes por serpentes), e conta com uma equipe composta por médicos, farmacêuticos e acadêmicos da área de saúde.

No ano de 2014 foram atendidos 3.452 casos no CEATOX. Os casos mais frequentes foram: 1º picadas por escorpiões (2.367 casos); 2º acidentes por animais não peçonhentos (248 casos); 3º intoxicação por medicamentos (240 casos).  Picadas de serpentes peçonhentas configuraram 32 casos registrados. Dentre as demais ocorrências, são registradas intoxicações por agentes agrícolas, produtos sanitários de uso doméstico, plantas tóxicas, metais pesados, drogas de abuso e raticidas.

Os escorpiões têm-se tornado cada vez mais abundantes nas grandes cidades, devido ao desmatamento, ao acúmulo de lixo e às condições sanitárias precárias de alguns locais. A espécie mais envolvida nos acidentes é o escorpião amarelo Tytius stigmurus, que tem o corpo e os membros claros e o dorso escuro. Os acidentes por serpentes têm ocorrências sazonais e são mais frequentes em épocas de chuvas, em áreas periurbanas e rurais. As espécies mais envolvidas são as jararacas, seguidas de cascavéis e corais.

Coleção do CEATOX. Créditos: Juliana Teófilo / Tribuna do Ceará

Coleção do CEATOX. Créditos: Juliana Teófilo / Tribuna do Ceará

O Ministério da Saúde distribui soros antiofídicos para vários hospitais de referência em todos os estados do Brasil. No CEATOX estão disponíveis soro bivalente antibotrópico-crotálico (jararacas e cascavéis), anticrotálico (cascavéis), antielapídico (corais), antiescorpiônico (Tytius spp.) e antiaracnídico (Loxosceles/Phoneutria). É importante ressaltar que esses soros são de uso exclusivamente humanos, não indicados nem liberados para acidentes envolvendo animais domésticos.

Para os pacientes que estão longe do CEATOX, em bairros periféricos ou longe dos hospitais de referência no interior do estado, é indicado dirigir-se à unidade de saúde próxima de sua residência (UPA ou posto de saúde), pois, dependendo da gravidade dos sintomas, nem todos os casos de picadas precisam receber soro. Nos casos graves é indicada a transferência para o CEATOX.  Para mais informações, é só ligar (85) 3255.5050.

Para saber mais sobre o CEATOX/IJF, acesse http://www.fortaleza.ce.gov.br/ijf/ceatox-centro-de-assistencia-toxicologica .

Para informações sobre assistência toxicológica em todo o Brasil, acesse http://www.fiocruz.br/sinitox/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=6 .

O NUROF-UFC agradece à farmacêutica Mariana Brizeno (CEATOX/IJF) pela cordialidade no acesso às informações administrativas e epidemiológicas contidas nesse texto.

Texto por: Roberta Rocha, Médica Veterinária do NUROF-UFC

FONTES

1) GUIMARÃES, J. A., 2010. Assistência humanizada em toxicologia no Sistema Único de Saúde do Ceará: Estudo de caso no Hospital Geral de Fortaleza.

2) CEATOX, 2015.  Relatório de dados epidemiológicos do ano de 2014.

Seleção NUROF 2015.2 – Inscrições Prorrogadas

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