Notícia:Saiba quais as cobras peçonhentas de Pernambuco

As cobras impõem respeito, têm fama de perigosas. Algumas espécies como a sucuri conseguem se enroscar à presa e matá-la por asfixia, mas poucas são peçonhentas, ou seja, injetam veneno no ataque… [Referência: pe360graus.globo.com]

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Sobre o veneno das jararacas

Uma hemorragia que pode levar à amputação é característica de picadas das jararacas, responsáveis por 90% dos acidentes com serpentes no Brasil… [Referência: Ciência e Ideias]

Curiosidades: Sobre o hemipênis, o órgão reprodutor dos machos das serpentes

A classificação dos organismos vivos em grupos é um procedimento antigo, sendo o primeiro sistema de classificação criado por Aristóteles no século IV a.C. Muito tempo depois, em 1735, o naturalista sueco Karl Von Linné, conhecido por Lineu, publicou o Systema Naturae (Sistema Natural), no qual propôs a nomenclatura binomial para as espécies, utilizado até os dias de hoje. Além disso, seu trabalho consistiu de um detalhado sistema de classificação dos organismos conhecidos na época.

Para a formação desses grupos, características dos organismos são usadas como forma de constatar suas semelhanças ou diferenças e, com base nessas informações, podem ser estabelecidas relações de parentesco entre os organismos. Essas características podem ser dos mais variados tipos: morfológicas, bioquímicas e comportamentais.

No caso das serpentes, diversas características morfológicas podem ser utilizadas, como o número de escamas em diferentes regiões do corpo, disposição de escamas no rosto, dentição, entre outras. Desde 1894, por sugestão de Cope, o órgão reprodutor masculino das serpentes, denominado hemipênis (veja foto), também tem servido como fonte de informação por conta de sua morfologia. O hemipênis pode ser bifurcado ou não, apresentar papilas, espinhos e outros tipos de ornamentação conforme a espécie.

Caudisona hemipênis

Hemipênis evertido de Caudisona durissa (cascavel) saindo pela abertura da cloaca. Foto: Amaurício L. R. Brandão

Hemipenis detalhe

Detalhe do Hemipênis de Caudisona durissa (cascavel). Foto: Amaurício L. R. Brandão

Diferentemente de características como dentes, crânio e membros, que em geral apresenta grande relação com a ecologia dos organismos, o hemipênis serve como um órgão que evidencia mais claramente semelhanças devido ao parentesco evolutivo e não devido a pressões ecológicas do meio.

Hemipenis P. olfersii

Detalhe do hemipênis de Philodryas olfersii, popularmene conhecida como cobra verde.Foto

Por Amaurício L. R. Brandão, membro NUROF-UFC

»VEJA TAMBÉM:Hemipênis, o órgão reprodutor dos répteis squamatas

Notícia: Evolução da pupila vertical em serpentes

Cientistas acabam de propor uma nova explicação para as pupilas verticais –o popular olho de gato– de cobras e outros bichos. A característica favoreceria a caça de emboscada, a famosa técnica do “senta e espera”… [Referência: folha.uol.com.br]


Artigo original no Journal of Evolutionary Biology (em inglês):
BRISCHOUX, F., PIZZATTO, L. and SHINE, R. 2010, Insights into the adaptive significance of vertical pupil shape in snakes. Journal of Evolutionary Biology, 23: 1878–1885. doi: 10.1111/j.1420-9101.2010.02046.x

Pesquisador encontra planta capaz de neutralizar veneno de surucucu

Pesquisa realizada no Laboratório de Venenos e Toxinas de Animais e Avaliação de Inibidores (Lavenotoxi) do Departamento de Biologia Celular e Molecular do Instituto de Biologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) identificou uma planta capaz de neutralizar o veneno da cobra surucucu, a maior serpente venenosa da América do Sul, e também uma das mais letais que existem no país. Ver matéria completa em: globoamazonia.com

Um pouco mais sobre a surucucu:

Indivíduo de Lachesis Foto: Christopher Murray Retirado de: Wikimedia.org

A Surucucu, Pico de jaca ou Malha de fogo, cujo nome científico é Lachesis muta (Figura A), como dito na matéria acima, é a maior serpente venenosa da América do Sul e uma das mais letais que existem no Brasil. Ela pertence à Família Viperidae, à qual também pertencem outras espécies peçonhentas do mundo. Esta espécie é classificada como solenóglifa, nome referente à sua dentição, que é caracterizada pela presença de grandes dentes inoculadores de veneno localizados na região anterior da maxila (Figura B).

Figura B

A surucucu é uma espécie tipicamente encontrada nas florestas tropicais úmidas, como na Mata Atlântica e Floresta Amazônica. Entretanto, no Ceará, um estado dominado pela caatinga semi-árida, também podemos encontrar esta espécie. Há relatos de uma população que vive no Maciço de Baturité, localidade que fica a 106 km de Fortaleza e abriga uma das últimas reservas de Mata Atlântica do estado. O NUROF-UFC conta com um exemplar vivo de Lachesis muta, oriundo exatamente dessa população de Baturité. Não é fácil manter essa serpente em cativeiro, temos toda uma infra-estrutura voltada para ela, como por exemplo sala climatizada com as condições serranas bem próximas do seu habitat natural. Quer saber mais sobre a sucucucu e também sobre outras serpentes? Entre em contato conosco e agende uma visita supervisionada pela nossa equipe de Educação Ambiental!

Por: Luan Pinheiro, membro do NUROF-UFC.

Notícia: Pesquisadores lutam contra sequelas do ataque de jararacas

Equipe do Laboratório de Imunopatologia do Instituto Butantan desvenda a ação da jararagina, toxina responsável pelas complicações que atingem as pessoas picadas, mesmo depois da aplicação do soro antiofídico. A descoberta pode levar à criação de medicamentos específicos… [Referência: correiobraziliense.com.br]

Sempre que vejo uma cobra morrer ou já morta, reparo que sempre estão com o ventre pra cima (salvo as que foram atropeladas e estão praticamente grudadas no asfalto). Então, Porque sempre o animal em óbito apresenta esta posição de ventre para cima?

Não é "sempre" que se encontram serpentes mortas com o ventre para cima! Eventualmente, dependendo da causa da morte uma serpente pode se contorcer e morrer com o ventre voltado para cima. No entanto, as cobras morrem freqüentemente na "posição natural", a não ser que, quando você veja a serpente, ela já esteja morta a algum tempo. Assim os animais carniceiros (muitas vezes pássaros) podem virar elas para comer, pois é mais fácil romper o corpo da serpente pelo ventre. Talvez por isso você veja mais serpentes mortas com o ventre para cima. Quem estuda esses animais sabe que geralmente eles morrem com o ventre voltado para baixo.

Sobre répteis ou anfíbios?

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