Notícia: Lâmpadas LED reduzem a captura de tartarugas em redes de pesca

Investigação no México mostra como o uso destas lâmpadas podem reduzir a captura acidental de tartarugas marinhas sem ter impacto no valor comercial das pescas.

A  pesca acidental de alguns animais como tartarugas é um fator que  intensifica o declínio de populações que possuem um status vulnerável. Pesquisadores estão procurando desenvolver métodos que reduzam a quantidade de animais capturados involuntariamente nas redes de pesca.

As tartarugas marinhas acabam muitas vezes presas nas redes de pesca DR. Fonte: publico.pt

As tartarugas marinhas acabam muitas vezes presas nas redes de pesca DR. Fonte: publico.pt

John Wang, do Instituto Associado para a Investigação Marinha e Atmosférica, da Universidade do Havai (Estados Unidos), e sua equipe, desenvolveram uma técnica que utiliza a iluminação das redes utilizadas por pescadores com luz ultravioleta de lâmpadas LED. Isso ajuda a evitar que as tartarugas marinhas fiquem presas nas redes.

Para saber mais sobre o assunto acesse: www.publico.pt.

Notícia: Litoral cearense atrai tartarugas em busca de comida

De acordo com o coordenador do projeto Tamar, as praias cearenses são pouco utilizadas para a desova. No Bairro Serviluz, moradores relatam encalhes e filhotes que lutam para chegar ao mar.

Das sete espécies de tartaruga marinha que existem no mundo, cinco são encontradas no litoral brasileiro, a tartaruga de couro (Dermochelys coriacea), a cabeçuda (Caretta caretta), tartaruga verde (Chelonia mydas), a de pente (Eretmochelys imbricata) e a oliva (Lepidochelys olivacea). Todas podem ser encontradas no litoral cearense, vindo em busca de alimentação, crescimento e descanso.

Segundo Eduardo Lima, coordenador do Projeto Tamar no Ceará, as tartarugas são atraídas pela grande quantidade de algas do mar cearense. A tartaruga verde, ou aruanã, é a mais comum no Ceará e costuma habitar águas rasas.

Foto de tartaruga verde ou aruanã (Chelonia mydas). Fonte: Tamar

Foto de tartaruga verde ou aruanã (Chelonia mydas). Fonte: Tamar

Estes quelônios deixam os locais de alimentação e crescimento para iniciar um novo ciclo de reprodução retornando as praias onde nasceram para desova. Ilhas da África são os locais mais escolhidos para desova, aqui no Ceará este evento é esporádico, segundo Eduardo “Aqui pode até ter sido local de muita desova no passado, mas a coleta exagerada dos ovos pode ter mudado este hábito”.

Bairro Serviluz, Fortaleza:

Moradores relatam que ocorrem desovas na praia do bairro, segundo Carlos Alexandre, coordenador da Associação Boca do Golfinho, cerca de apenas 5% dos filhotes que eclodem conseguem chegar ao mar. Além do lixo, a larga faixa de areia de até 200 metros na maré baixa consiste em obstáculos para os filhotes.

Algumas crianças costumam surfar na praia do bairro, que tem o mesmo nome da associação, elas ao encontrarem os filhotes de tartaruga tentam ajudá-las a chegar ao mar. Também há relatos de tartarugas encalhadas na praia do bairro, em agosto foi encontrada uma tartaruga morta que media 1,8 metro.

Quer conhecer mais sobre o Projeto Tamar? Acesse: www.tamar.org.br

Notícia sintetizada a partir de O Povo.

A origem mitológica das tartarugas – A ninfa Quelone

De acordo com a mitologia Greco-romana, as tartarugas que hoje conhecemos vieram ao mundo como uma forma de castigo à Quelone, uma ninfa miseravelmente preguiçosa.  Acompanhe abaixo a história.

Figura 1. Jovem de tartaruga cabeçuda (Caretta caretta). Fotografia de Daniel Passos.

Figura 1. Jovem de tartaruga cabeçuda (Caretta caretta). Fotografia de Daniel Passos.

Era casamento de Júpiter, o rei do universo, e Juno, a rainha dos céus. Todos haviam sido convidados para a grande festa no Olimpo. Na entrada do palácio, era feita a conferência dos convidados, com identificação de cada um dos que chegavam. Quando avisado da ausência de Quelone, Mercúrio, o deus dos pés ligeiros, apressou as sandálias aladas e foi ao encontro da ninfa, temendo que, se Juno descobrisse sua ausência, matasse-a. Quelone não sentia vontade de fazer nada e, embora houvesse cogitado algumas vezes ir ao casamento, desistiu todas elas ao se lembrar da trabalheira que daria se arrumar de maneira adequada e se deslocar até o Olimpo. Quando Mercúrio a encontrou, Quelone estava descansando. A ninfa deu algumas desculpas, até que, convencida, resolveu acompanhar Mercúrio. No entanto, Quelone insistia em atrasar a chegada dos dois. Temendo a reação de Juno caso notasse a sua ausência, Mercúrio resolveu ir à frente. Sozinha, Quelone sentou na estrada do arco-íris e adormeceu. Somente no dia seguinte, quando os convidados voltavam das bodas, Quelone se deu conta de que não havia conseguido ir à festa. Levantou-se assustada. Ensaiou algumas desculpas, mas resolveu voltar pra casa. Quando chegou, Mercúrio já a esperava.  Sem paciência para explicações, o deus pegou a ninfa pelos pés e a jogou dentro de um lago e, em seguida, lançou também sua casa. Foi o castigo de Quelone.  Agora, a ninfa tinha quatro patas e seu rosto havia ficado enrugado. Sua casa se transformou em uma carapaça, que era carregada em suas costas. E Quelone nunca havia sido tão lenta quanto agora! Havia sido transformada em uma tartaruga.

Figura 2. Trachemys sp. Fotografia de Daniel Passos.

Figura 2. Trachemys sp. Fotografia de Daniel Passos.

Figura 3. Jabuti. Fotografia de Luan Pinheiro.

Figura 3. Jabuti. Fotografia de Luan Pinheiro.

E assim a mitologia Greco-romana nos conta a história de Quelone, a ninfa preguiçosa que foi transformada em tartaruga. Como sabemos, o grupo dos quelônios abriga não somente as tartarugas (Figura 1), mas também os cágados e os jabutis (Figuras 2 e 3, respectivamente) (Leia mais em: Existe diferença entre tartaruga, cágado e jabuti?), que, como narra a mitologia, são largamente conhecidos pelo seu lento modo de locomoção. No entanto, embora sejam mais lentos que muitos outros animais (há registros de cágados movimentando-se a 0,27km/h), nem sempre os quelônios imprimem velocidades de deslocamento tão baixas. Para as tartarugas, por exemplo, há relatos de deslocamentos em velocidade de até 35km/h.

Por: Laís Feitosa Machado, colaboradora do Projeto NUROF-UFC nas Nuvens

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FRANCHINI, A.S.; SEGANFREDO, C. 2012. As melhores histórias da mitologia – Deuses, heróis, monstros e guerras da tradição Greco-romana. Volume 1. Porto Alegre: L&PM POCKET, 320p. McFARLAN, D. 1991. Guinness Book of Records 1992. New York: Facts on File, 320p.

POUGH, H. F.; JANIS, C. M.; HEISER, J. B. 2008. A vida dos vertebrados. 4ª ed. São Paulo: Atheneu, 684p.

REES, A.F.; JONY, M.; MARGARITOULIS, D.; GODLEY, B.J. 2008. Satellite tracking of a Green Turtle, Chelonia mydas, from Syria further highlights importance of North Africa for Mediterranean turtles. Zoology in the Middle East, p.49-54.

Clipagem: O atendimento de animais silvestres em clínicas de pequenos animais

Com a crescente verticalização das moradias, é cada vez mais comum à criação de animais não convencionais nos lares, por estes ocuparem menor espaço, serem de fácil manejo e manutenção. Ainda, desde os tempos mais remotos, os animais silvestres sempre tiveram presentes nas casas, impulsionados pelo crescente número de criatórios registrados no IBAMA.

Com isso, é cada vez mais frequente a presença destes na clínica de pequenos animais e o clínico deve estar preparado para fornecer as corretas orientações de manejo, ambiente de criação, nutrição, biologia aplicada, entre outros; assim como saber como abordar, conter, examinar, tratar e manter internado este paciente tão diferente dos animais domésticos convencionais. O correto conhecimento dos tópicos apresentados é crucial para o sucesso do profissional que pretende oferecer a seus clientes um serviço pleno na clínica de pequenos animais.

A criação de animais não convencionais e silvestres tem se tornado uma prática comum nos lares. O que eleva a demanda de atendimento especializado para estes animais.

O animal silvestre é diferente de um cachorro e de um gato. Ele se estressa mais fácil, às vezes é difícil de segurar e ainda por cima pode bicar e morder.

A anatomia e fisiologia únicas dos répteis, aves e mamíferos silvestres, tornam os procedimentos cirúrgicos nestes animais bastante diferentes daqueles empregados em cães e gatos.

A abordagem cirúrgica requer equipamentos especiais de acesso e acompanhamento do paciente no transoperatório, como anestesia inalatória, monitores cardíacos, oxímetro de pulso, Doppler vascular, bomba de infusão e em alguns casos deve-se valer de serras cirúrgicas específicas para cascos e bicos.

As clínicas que atendem animais silvestres devem valer do maior número de métodos diagnósticos para descobrir as afecções que acometem aves, répteis e pequenos mamíferos, pois, muitas delas apenas podem ser descobertas com o uso de raios-X. Os posicionamentos radiográficos não são os mesmos adotados em cães e gatos e algumas vezes é preciso anestesiar os animais. E o profissional que vai prestar o atendimento precisa ser capacitado para poder lidar com as principais situações ocorridas na clínica de pequenos animais.

Leia também: Meu bichinho de estimação é silvestre

Fonte: CPT Cursos Presenciais

Adaptação: Revista Veterinária

Disponível em:  RevistaVeterinaria.com.br

Os números de 2012

Se 2012 foi um ano muito bom para os herpetólogos de plantão, aguardem por textos, curiosidades e discussões ainda melhores em 2013! Ótimo 2013 para todos nós e para toda a herpetologia! Lá vamos nós!

Aqui está um excerto:

19,000 people fit into the new Barclays Center to see Jay-Z perform. This blog was viewed about 120.000 times in 2012. If it were a concert at the Barclays Center, it would take about 6 sold-out performances for that many people to see it.

Clique aqui para ver o relatório completo

A ”infância” dos quelônios

A ”infância”, em geral, corresponde à fase da vida dos animais na qual eles são considerados mais “bonitinhos”. Indefesos, amedrontados e fofinhos são exemplos de características que atraem a atenção de todos, diferentemente dos adultos fortes, solitários, brutos e quietos. Os filhotes de quelônios não seriam exceção(Figura 1).

Figura 1: Filhote de cágado (Phrynops tuberosus). Foto: Luan Pinheiro

Enquanto os adultos são vistos como sinal de sabedoria e grande resistência, os pequenos são presas fáceis para muitos predadores. Quando nascem, a principal estrutura desses indivíduos, o casco, ainda não apresenta consistência muito rígida. Ele é bastante maleável e pode ser facilmente quebrado. Desse modo, não é surpresa que estatísticas como “De cada mil filhotes de tartarugas marinhas que nascem, apenas um atinge a fase adulta”sejam verdadeiras. As pequenas tartaruguinhas, por exemplo, são alvos fáceis de aves de rapina, guaxinins, peixes e mesmo de invertebrados como caranguejos e polvos. Cágados e jabutis também sofrem essa grande pressão seletiva nas fases iniciais de vida. Pobres filhotinhos… Até atingirem a fase adulta, eles precisam sobreviver de alguma maneira.

Figura 2: Comparação entre o tamanho do filhote de cágado(Phrynops tuberosus) com uma moeda de um real. Foto: Luan Pinheiro

Recentemente, o NUROF-UFC recebeu um novo “membro”, um filhote de cágado da espécie Phrynops tuberosus (Figura 2), a qual pertence a um complexo de espécies chamado Complexo Phrynops geoffroanus. Os indivíduos dessa espécie recolhem a cabeça lateralmente e não são capazes de escondê-la dentro do casco. Os imaturos de P. tuberosus apresentam coloração avermelhada no plastrão, a qual desaparece à medida que o animal cresce, e amarronzada na carapaça. Esses indivíduos possuem casco achatado e hidrodinâmico, manchas alaranjadas nos membros e dois barbelos sob a boca, que possuem função sensitiva.

Deve-se lembrar que alguns desses indivíduos precisam sobreviver também ao homem e ao tráfico de animais silvestres, assunto que será abordado posteriormente.

Até a próxima!

Por: Fabrício Mota Rodrigues, Membro do NUROF-UFC.

Notícia: Estudo mostra que mercúrio tem afetado as tartarugas da Amazônia

No Rio Tapajós metal foi usado em garimpo e há reservatório natural.
Fêmeas contaminadas colocam ovos em áreas rasas da praia.

Mercúrio estaria afetando tartarugas do Rio Tapajós no Pará (Foto: Ary Souza/ O Liberal)

Mercúrio estaria afetando tartarugas do Rio Tapajós no Pará (Foto: Ary Souza/ O Liberal)

Uma pesquisa apresentada pela UniversidadeFederal do Oeste do Pará (Ufopa), em Santarém, mostra como a contaminação pelo mercúrio no Rio Tapajós está influenciando as tartarugas da Amazônia que nascem no tabuleiro de Monte Cristo, um dos mais importantes para a reprodução da espécie em solo paraense.

Os dados revelam que a presença de taxas de mercúrio nos ovos da tartaruga marinha tem contribuído para a produção de ovos menores e mais leves, o que pode prejudicar a espécie. Outra conclusão do estudo é de que o mercúrio também está relacionado a desovas em áreas mais rasas da praia, o que também diminuiria a taxa de sucesso reprodutiva da tartaruga.

“Estima-se que são necessários cerca de mil ovos para que um deles supere todas as ameaças e alcance a maturidade sexual para que chegue a reprodução. Esta situação é mais dramática, pois além das pressões antrópicas, as ninhadas em seu desenvolvimento devem ainda suportar as limitações que são impostas pela natureza tais como as inundações naturais das praias”, diz José Carvalho, mestre em recursos naturais da Amazônia.

No Tapajós, mercúrio é elemento natural, mas também foi usado em garimpo
A tartaruga da Amazônia é uma das 15 espécies que vivem nas águas doces da região. Ela é o maior quelônio que vive em áreas fluviais na América do Sul e atinge até um metro de comprimento e cerca de 90 quilos. A Bacia do Rio Tapajós abriga a maior aglomeração da espécie no Pará. Porém, na região, além da presença de um reservatório natural de mercúrio, o uso desta substância foi intenso nas décadas de 70 e 80 para ajudar na extração de ouro.

“Devido ao uso indiscriminado de mercúrio durante a corrida do ouro, a maioria dos pesquisadores atribuiu os elevados níveis de mercúrio encontrados à atividade garimpeira. Porém no vale do Rio Tapajós, existe um grande reservatório de mercúrio natural, o que corrobora a ideia de que a garimpagem por si só não explica os estoques de mercúrio encontrados nos solos”, diz Josué Carvalho.

Veja a notícia completa acessando: http://g1.globo.com

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